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Acusada de homicídio tentado em Araguari é absolvida pelo Júri Popular

sáb, 26 de maio de 2018 05:30

Da Redação

A acusada P. N. N. (21 anos) não teve qualquer envolvimento no homicídio qualificado tentado contra um jovem de 19 anos – baleado e atropelado, em 2015.

Ela foi submetida a julgamento popular perante o Tribunal do Júri da 2ª Vara Criminal, nesta quarta-feira, sendo absolvida pelo Conselho de Sentença, formado por seis mulheres e apenas um homem.

O próprio Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), responsável pela acusação, entendeu que não havia provas da participação da garota, deixando de pleitear a sua condenação. O advogado de defesa, Carlos Alberto Santos, reiterou os argumentos do promotor André Luís Alves de Melo.

Foram dispensadas as testemunhas e a vítima, sendo procedido apenas o interrogatório da denunciada. Os trabalhos se encerraram por volta de meio-dia. Na sentença, o Juiz-presidente do Tribunal do Júri, Cássio Macedo Silva determinou que a acusada seja mantida em liberdade e revogou as medidas restritivas provisoriamente decretadas.

No mesmo caso, dois rapazes foram denunciados pelo Ministério Público, mas o processo será julgado em separado e um deles foi morto a tiros em fevereiro deste ano, na rua Araguaia, bairro Maria Eugênia.

A sociedade araguarina foi representada nessa sessão do Júri Popular por Josiane Rodrigues dos Santos, Aurívio Lúcio Veiga, Bárbara Bittencourt Oliveira, Michelle Beatriz Nunes, Rosalina Oliveira Arruda, Jéssica Cristina de Andrade e Rosângela Aparecida de Melo.

RELEMBRE O CASO

Segundo a denúncia do MPMG, por volta de 7h do dia 17 de outubro de 2015, na rua Alemar Neves, bairro Goiás, os acusados, agindo em conluio com mais duas pessoas, não identificadas, tentaram matar a vítima Y. C. O., por motivo torpe e usando recurso que dificultou sua defesa, não lhe causando a morte por questões alheias às suas vontades.

Em depoimento, o rapaz relatou que estava na avenida Coronel Theodolino Pereira de Araújo, Centro, perto de um bar em frente ao posto de combustíveis. Um homem moreno apareceu e efetuou os disparos, acertando abdômen, perna e costas. Mesmo ferido, ele conseguiu fugir numa motocicleta CG/125, cor verde.

Mais tarde, na rua Alemar Neves, os autores encontraram o jovem caído sozinho e sem condições físicas de se defender. Ocupando um Fiat/Uno Mille, cor vermelha, atropelaram a vítima com a intenção de consumar o crime de homicídio, não logrando êxito em razão da intervenção de terceiros, que prestaram socorro imediato ao ofendido. Como os ferimentos foram graves na oportunidade, ele precisou ser transferido ao Hospital de Clínicas da UFU.

No local do atropelamento, os policiais apreenderam a moto, uma vez que o condutor não portava CNH e a documentação do veículo.

Por volta das 11h do mesmo dia, após denúncia de familiares da vítima, os militares localizaram o Fiat/Uno no pátio do antigo pronto-socorro. O automóvel tinha sido filmado trafegando na madrugada pelo circuito de segurança de um estabelecimento comercial na avenida Theodolino. Houve também o registro do atropelamento no bairro Goiás, onde existiam câmeras de vigilância de uma empresa.

Em diligências os policiais encontraram o primeiro envolvido, que teria passado com o carro sobre o corpo do garoto. Mais tarde, foi localizado um casal.

Para a acusação, o crime foi cometido pelo motivo torpe, visto que Y., em oportunidade anterior, teria acionado a PM para apurar ocorrência de um comparsa que teria sido denunciado em outra ocasião pela vítima.

 

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