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A cidadania merece like

sex, 18 de dezembro de 2015 08:52

Por Douglas Mamede

A democracia tem se reinventado através das mídias sociais. A participação popular aumentou através da internet e fez a política mais interessante.

 

O Brasil tem passado por grandes reviravoltas políticas nos dias atuais. Interesses que divergem e causam desgastes em todos  os setores da sociedade o que tem feito as pessoas refletirem sobre seu papel dentro da democracia e cidadania. As causas que influenciam o cenário atual têm sido discutidas entre vários grupos e as mídias sociais proporcionam isso.

Os direitos políticos são regulados no Brasil pela Constituição Federal em seu artigo 14.  Para o radialista João Max de Sousa, é através da política que a sociedade pode mudar. “Pensar em um trabalho familiar, educacional e institucional de orientação na formação do caráter do cidadão, é o que fará homens e mulheres com independência e senso crítico” o disse.

Sobre o espaço democrático que a internet possibilita ele faz um alerta. “Há várias ideologias, mas cada um é responsável e se compromete, com valores e a justiça ao se expressar.” concluiu.

A democracia é algo dinâmico, em constante transformação. Atrelada a ela, a cidadania é composta pelos Direitos Civis, Políticos e Sociais. O indivíduo a exerce de várias maneiras, inclusive, ao se eleger ou votar em algum candidato para cargo público esperando assim, por melhorias, apoio aos mais carentes e a boa administração do Estado.

Segundo o mestre em Política e Imaginário e professor de Ciências Políticas Fábio Piva, a falta de educação e informação de qualidade são os maiores desafios. “As pessoas não se interessam por política, não investigam. Quando deveriam cobrar e denunciar, se omitem.” Ele enfatiza ainda a importância de se criar grupos de debate sobre as principais decisões da sociedade. “Debater, falar o que pensa e propor ideias é o que falta. Nas escolas, redes sociais, precisa ter mais transparência dos conteúdos gerados,” concluiu.

Todo cidadão tem o direito e a obrigação de zelar pelo seu bem-estar e dos demais. A cidadania é a prática dos direitos e deveres de um indivíduo em um Estado. Para Antônio Henrique, formado em Direito, Assistência Social e professor de Sociologia,  a verdadeira cidadania começa no ambiente onde cada um vive. “Os exemplos moldam o comportamento de cada pessoa. Falar de cidadania é falar de educação, saúde, moradia e oportunidades iguais,” explica.

Internet

A internet possibilitou a criação de vários canais de comunicação. As redes sociais fazem com que pessoas do mundo globalizado, interajam. A sensibilidade criada pelas causas do outro que mora a milhares de quilômetros, o debate, crítica e opinião de determinados fatos, criou um novo campo de discussão.

Em matéria publicada pela BBC dia 29 de abril de 2015, uma pesquisa de 2013 feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgou dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) onde revelam que 48% dos domicílios tem acesso à internet (31,2 milhões de residências). Desse total, 88,4% (ou 27,6 milhões) usavam a internet por meio de computador. No restante – 11,6% ou 3,6 milhões de domicílios, a utilização da internet era realizada por outros equipamentos.

Segundo o IBGE, a proporção de pessoas que usa a rede cresce conforme aumentam o rendimento e a escolaridade. A função de emissores da notícia está sendo exercida por todos, independentemente de classe social, sexo ou religião e recebem em tempo real o feedback.

Participação jovem

Os jovens estão mais politizados segundo pesquisa divulgada pela União Nacional dos Estudantes. O estudo avaliou perfil e opinião de jovens brasileiros de 15 a 29 anos. O professor de Física, de 25 anos, João Paulo Lopes, acredita que para mudar a sociedade, tem que se investir em educação.

Segundo ele, é preciso ensinar aos jovens a lidar com redes sociais e a se comunicarem de maneira efetiva. “Qualquer sociedade consciente e crítica passou por um investimento em educação. E como professores, somos obrigados em alguns momentos discutir política,” disse.

Na pesquisa, se torna claro que em média, 1/3 dos jovens faz a distinção entre a figura dos políticos, cujas práticas são em muitas vezes condenáveis, e os partidos enquanto institucionais e inseparáveis ao sistema político democrático.

Para a estudante Lorrayne Oliveira, de 24 anos, se envolver democraticamente é difundir ideias sustentáveis. “ Isso será possível somente quando passarmos a ser mais críticos e pensar no próximo, ” explicou.

Pesquisa Agenda Juventude Brasil 2013, Brasília, 8 de agosto.

 

Interesse dos jovens pela política:

. 54% consideram a política muito importante

. 29% mais ou menos

. 16% consideram nada importante

Formas de atuação que podem ajudar a mudar ou a melhorar as coisas no Brasil:

. 45% acreditam que a “participação em mobilizações de rua e outras ações diretas” seja uma delas.

. 44%  “atuação em coletivos que se organizam em torno de uma causa”

. 35%  “atuação em conselhos, conferências, audiências e outros canais de participação desse tipo”.

. Outros 34% incluem a atuação via “internet, opinando e cobrando políticos e governantes”.

. 30% referem-se à “atuação em partidos políticos” como forma de ação política.

. 30% dos jovens reconhecem que os partidos políticos são importantes para a vida democrática.

 

Fonte: União Nacional dos Estudantes

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