Delegado Eduardo Trepiche apura homicídio motivado por interesse em herança
sáb, 12 de abril de 2014 11:17DA REDAÇÃO – O delegado Eduardo Placheski Trepiche, integrante da 4ª DRPC e titular da Delegacia da Comarca de Estrela do Sul, desvendou o mistério da morte do trabalhador rural Joaquim Rosa Sobrinho, 65 anos, assassinado a pauladas, no dia 28 de julho de 2013, na fazenda Dois Irmãos. Na época, o boletim de ocorrência foi registrado como encontro de cadáver.
Conforme concluiu Eduardo Trepiche, o crime foi executado pelo investigado João Carlos Martins, a mando do pedreiro Antônio Delfino Neto, vulgo “Antônio Carlita”, e Maria Luiza da Silva Rosa, ambos cunhados da vítima. João possui passagens pela polícia, inclusive teria consumido drogas naquela fatídica madrugada.
“Levantou-se que Joaquim Rosa Sobrinho era possuidor direto de uma área de terra de aproximadamente sete alqueires na região da fazenda Dois Irmãos, tendo como co-herdeiros os mandantes, cuja área era explorada apenas pelos filhos da vítima, fato que gerava descontentamento, agravando a situação com a resistência de Joaquim em vender sua cota aos compradores apresentados por Antônio Carlita, o que frustrava a venda”, esclareceu o jovem delegado.
Ainda segundo elucidou, diante desta resistência Antônio Carlita e Maria Luiza contrataram João Carlos Martins para matar o próprio cunhado, com a promessa de pagarem seis mil reais após a consumação do homicídio.
“Fechado o acordo financeiro, o executor passou a levantar a rotina da vítima, esperando o momento para matá-la. Na data dos fatos, João Carlos foi até a referida propriedade, ainda de madrugada e armado com pedaço de pau escondeu-se atrás de um pé de manga, aguardando a chegada do trabalhador. Ao avistá-lo tocando o gado, o atacou pelas costas a pauladas e chutes, sem que pudesse esboçar qualquer reação. Em seguida arrastou o corpo por alguns metros, evadindo do local sem ser avistado”, detalhou Eduardo Placheski.
Ele finalizou informando que todos esses fatos foram confessados na tarde da última quinta-feira, 10, por João Carlos Martins na Delegacia de Polícia, onde se encontra a disposição da Justiça, junto com Maria Luiza da Silva Rosa e Antônio Delfino Neto. Eles foram presos recentemente e tiveram a prisão preventiva decretada.
As investigações duraram sete meses e contaram ainda com os trabalhos do investigador Rodolfo e os escrivães Thiago, Robson, Ivo e Andressa.
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Será que valeu a pena?
Justiça feita, mataram motivados pelo torpe da ganancia, então agora aguentem as consequencias da prisão.