Exclusão de Araguari no Mapa do Turismo gera questionamentos do Legislativo
sex, 13 de setembro de 2019 05:45Da Redação
Araguari está entre as cidades excluídas do novo Mapa do Turismo Brasileiro (2019-2021), que classifica os municípios em categorias, conforme o desempenho econômico do turismo nas cidades. O documento é atualizado a cada dois anos e garante que as cidades recebam incentivos, ações e projetos, visando o desenvolvimento do setor em cada região.
Divulgado pelo Ministério do Turismo (MTur) no dia 26 de agosto, o Mapa mostra que 2.694 cidades de 333 regiões turísticas do país foram validadas pelo Ministério e incluídas na atualização da plataforma. Do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, constam que 25 cidades estão incluídas no Mapa, sendo que em relação a 2017, Uberlândia e Paracatu tiveram bons resultados e avançaram de categoria.
O assunto tem sido amplamente discutido em Araguari, que não se adequou a tempo aos novos critérios e recomendações estabelecidos. Entre eles está a obrigação da a cidade ter um Conselho Municipal de Turismo (Comtur). Durante a sessão legislativa desta semana, vereadores chamaram a atenção para a exclusão do município e alertaram para a necessidade da a pasta competente se empenhar em reverter este cenário.
Durante a apresentação de requerimentos, o vereador Paulo do Vale (PV) solicitou que a secretaria de Desenvolvimento e Turismo crie o Comtur em Araguari. “Temos um potencial turístico enorme, como por exemplo, a história da ferrovia. No município tivemos a estrada de Ferro Goiás, várias cachoeiras e grandes áreas de ecoturismo para serem exploradas, por isso, não podemos deixar Araguari de fora da rota do turismo por falta de ações simples. Assim, peço que a pasta competente volte sua atenção para o turismo, pois, perdendo nosso espaço na região.”
Na oportunidade, o vereador Sebastião Vieira (PSL) se comprometeu a fazer gestão em busca de apoio junto ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Por meio de requerimento, o vereador pede que seja viabilizado o retorno de Araguari para o Mapa do Turismo e o ministro informe o motivo para a exclusão da cidade. “Com as informações mãos, encaminharemos para a pasta competente, para que sejam tomadas as providências. Araguari não pode perder incentivos que são importantes para seu desenvolvimento, uma vez que temos uma história que precisa estar viva e também locais que precisam de atenção da administração municipal.”
Sobre o assunto, o novo secretário da pasta competente ainda não se posicionou e aguarda o recebimento do ofício contendo as devidas solicitações. Além da necessidade de ter um conselho municipal em atividade, o novo mapa adotou outros critérios obrigatórios para a participação na plataforma, como o orçamento próprio destinado ao turismo e possuir prestadores de serviços turísticos de cadastro obrigatório registrados no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do Ministério. O cadastro dos municípios brasileiros para a adesão ao Mapa começou em abril e se estendeu até o dia 30 de julho. Neste período, o ministério também esclareceu alguns pré-requisitos para a adesão e a candidatura não ficou restrita a cidades turísticas.
Entre os benefícios do Mapa do Turismo está a categorização dos municípios turísticos, que vai de “A” a “E”. Essa classificação é um instrumento de acompanhamento do desempenho das economias turísticas locais. Os municípios com maior fluxo turístico e número de empregos e estabelecimentos no setor de hospedagem ficaram na categoria A, contabilizando 124 localidades. Nas classes B e C constam 514 e 476 municípios, respectivamente. O grupo D reúne a maioria das cidades, com 1.522; e a categoria E concentra 377 Entes municipais – sem fluxo turístico expressivo e nem empregos e estabelecimentos.
Através desta definição, o Ministério do Turismo subsidia a priorização de investimentos por programas do setor através da Política Nacional de Turismo, prevista na Lei 11.771/2008, incluindo ações de infraestrutura turística, qualificação profissional e promoção dos destinos, observando características peculiares de demanda e vocação turística.
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ai entra um gargalo da rede hoteleira ,esse complicado de resolver,porque nos tempos dos cartoes magneticos ,abrir quartos ,vejam bem ,quartos,nao apartamentos com chaves e fechaduras do seculo passado e de arrepiar….