Araguari encerra 2018 com aproximadamente 40 casos confirmados de dengue
qui, 10 de janeiro de 2019 05:52Da Redação
A Secretaria de Estado de Saúde (SEE-MG) divulgou, no começo desta semana, o boletim epidemiológico de monitoramento dos casos de dengue, febre chikungunya e zika, referentes ao ano de 2018. Conforme o documento foram registrados 29,8 mil casos prováveis de dengue em Minas Gerais, caracterizando 3,4 mil diagnósticos a mais em comparação com 2017.

Departamento de Zoonoses deve fazer novo LIRAa na próxima semana
**Divulgação
Foram confirmados oito óbitos em cidades das regiões Centro-Oeste, Metropolitana e Triângulo Mineiro: Araújos, Arcos, Conceição do Pará, Lagoa da Prata, Moema, Contagem, Ituiutaba e Uberaba. Outras 14 mortes estão em investigação.
Em relação à febre chikungunya, o Estado registrou 11,7 mil casos prováveis, concentrados na região do Vale do Aço. Até o momento, foi confirmada uma morte pela doença, no município de Coronel Fabriciano, e outros dois óbitos estão em análise. E no caso da zika, foram notificados 184 casos prováveis, sem registro de óbito.
Em Araguari, de acordo com o coordenador do departamento de Zoonoses, Vicente de Paula Marques de Oliveira, não houve surto. Ao total, foram confirmados 40 casos de dengue; número que pode aumentar, pois há outros casos em análise. Segundo o boletim da SEE-MG, o município registrou 14 casos prováveis de febre chikungunya e nenhum de zika.
Em agosto houve o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), que registrou 0,9%, sendo o índice aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) até 1%. No final de outubro, com o início das chuvas, novo levantamento foi providenciado com índice de 2%, que significa médio risco. O coordenador afirma que o primeiro LIRAa deste ano será realizado na próxima semana, a partir do dia 14, de maneira que auxiliará no plano estratégico para combate das larvas.
Ademais, a equipe do departamento está intensificando ações de prevenção, até mesmo para que o próximo índice não seja alto. O coordenador relata que o departamento também enfrenta dificuldades devido à falta de repasse do Estado, o que inviabiliza ações mais consistentes. De qualquer forma, estão sendo desencadeadas outras atividades, principalmente em setores mais críticos, por exemplo, o bairro Miranda, como pequenos mutirões, bloqueios de transmissão, montagem de ovitrampas, visitas em casas abandonadas e terrenos baldios, recolhimento de pneus e palestras educativas.
“Esse período é bastante crítico. Então, volto a repetir a mesma história, é preciso que a população se conscientize e nos ajude nesse enfrentamento ao mosquito. É uma força-tarefa e precisamos da ajuda de todos, mais do que nunca, para eliminar possíveis criadouros. Cerca de 90% dos focos registrados nos últimos levantamentos estão dentro das residências; são tambores de água, pratinhos de plantas, vasilhas para animais, ou seja, locais de fácil acesso. São medidas simples que podem evitar um surto da doença”, adverte o coordenador.
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