Representante do poder Executivo acompanha obras da ETE Central
ter, 23 de outubro de 2018 05:02Da Redação
Na semana passada, o prefeito Marcos Coelho de Carvalho (MDB), juntamente com o superintendente da Superintendência de Água e Esgoto (SAE), Sebastião Cardoso de Farias, visitou as obras de construção da ETE Central – Estação de Tratamento de Esgoto Central. O intuito foi acompanhar o andamento dos trabalhos, além de averiguar a porcentagem do que foi realizado até o momento.
Em declaração oficial, divulgada pela assessoria de comunicação da prefeitura, o chefe do poder Executivo afirmou que sempre são feitas visitas à construção para certificar o progresso das atividades. Além disso, pontuou os benefícios do empreendimento; “é uma das maiores obras do estado de Minas Gerais e o seu funcionamento trará quase 100% de tratamento do esgoto. Isso é cuidar do meio ambiente. O córrego Brejo Alegre receberá vida novamente e, por consequência, também a população.”

Visita aconteceu com o intuito de averiguar o andamento das obras
**Divulgação
O processo de captação começará na rede interceptora localizada no trecho do córrego Brejo Alegre – entre as avenidas Teodolino Pereira de Araújo e Minas Gerais – e o de despoluição em área próxima ao frigorífico Mataboi. Conforme visita feita pela reportagem, no mês de junho, as obras estavam praticamente prontas, faltando apenas a instalação da energia elétrica e a solução de questões burocráticas para liberação de área onde o esgoto precisa percorrer; especificamente na região do frigorífico.
A reportagem do jornal Gazeta do Triângulo entrou em contato com o engenheiro da Prefisan, empresa vencedora da licitação, Matheus Sales Mendes, a fim de saber mais detalhes sobre a fase final de construção e os problemas referentes à área em questão, a qual a superintendência estava resolvendo judicialmente. Ele reafirma que “a obra está em andamento”.
Conforme pontuado pelo engenheiro, foi assinado um acordo com o frigorífico, faltando apenas que seja liberada uma licença ambiental de Área de Preservação Permanente, que foi encaminhada para o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Promotoria. Esta licença deve sair até o começo do mês que vem.
Em relação à parte de energia elétrica, Matheus Mendes aponta que, “juntamente com o acordo assinado com o frigorífico, foi resolvida a situação da energia elétrica. Assim que a licença ambiental sair, vai começar o processo de tramitação com a Cemig”. Quando questionado sobre a previsão de entrega da obra, o engenheiro afirma que não há como estabelecer um prazo, tendo em vista que é necessário aguardar a emissão da licença e toda a tramitação envolvendo esta parte elétrica.
É válido ressaltar que, após a finalização da obra, a empresa Prefisan irá continuar no local por cerca de dois meses para promover a gestão inicial. Nesta fase, servidores da SAE devem passar por capacitação para atuar no local; “é um período de pré-operação, em que a SAE tem que designar algumas pessoas para o trabalho”, finaliza o engenheiro.
Sobre a ETE Central
O projeto da ETE Central teve início em 2006, tendo sido elaborado pela empresa Tec Minas, de Belo Horizonte. No ano seguinte, o projeto foi suspenso devido à necessidade de adequações, sendo aprovado em 2013, pelo Ministério das Cidades. Para a elaboração do projeto, foram investidos cerca de 600 mil reais.
O início das obras foi em setembro de 2016 e a primeira parte foi concluída pelo 2º Batalhão Ferroviário. A construção foi reiniciada em março de 2017, após ajustes determinados pela Caixa Econômica Federal. Ao total, o empreendimento está orçado em 39,5 milhões de reais; sendo que 32 milhões de reais foram conquistados através de financiamento pelo Governo Federal e o restante foi contrapartida do Fundo Municipal da SAE.
Hoje, Araguari possui duas estações de tratamento, instaladas nos bairros São Sebastião e Novo Horizonte. Mas, com a construção da ETE Central, o sistema de esgotamento sanitário será ampliado, resultando no tratamento de 95 a 98% do esgoto. O município possui 13 bacias de esgoto, sendo que 12 delas passarão a ser de responsabilidade da nova ETE, que contará com caixa de controle, quatro reatores, filtro biológico, decantadores e outras estruturas.
O tratamento do esgoto será biológico, não sendo necessário o uso de produtos químicos. A água devolvida ao rio terá 90% de pureza podendo ser usada em irrigação de plantas maiores, como eucaliptos e seringueiras. Além da água, a estação cuidará dos resíduos sólidos e do lodo existentes no esgoto coletado; eles serão destinados ao aterro sanitário após os procedimentos.
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