Lidando com as patologias organizacionais, por Odilon Medeiros
qui, 20 de março de 2014 13:00Odilon Medeiros (*)
Atualmente se fala tanto que as organizações estão ficando humanizadas que resolvi usar uma metáfora e escrever um artigo ligando uma empresa ao corpo humano.
Assim, recomendo que você faça uma avaliação e procure descobrir, por exemplo, se a sua empresa está vacinada contra alguns males, evitando assim as patologias organizacionais.
Alguns delas são bem comuns, como a Síndrome-do-chefe-todo-poderoso (#). Facilmente eliminada ou controlada com doses regulares de vitamina C (“C” de capacitação).
Tem também a DTE – Déficit do trabalho em equipe (#) que não pode ser curada com apenas um medicamento; requer um complexo vitamínico, pois se for usado apenas um elemento, a recuperação, se acontecer, será demorada.
E o que falar do Mal da falta de motivação crônica (#)? Esse é curado apenas com uma boa “alimentação gerencial”. O grande problema deste mal é que, se não tratado, vai contaminar toda a empresa.
Essas são bem simples, mas outras são mais complexas e exigem mais investimentos, como a entropia, que é bem séria. Mas que mal é esse? Entropia, de uma maneira bem simplista, significa que há desperdício podendo gerar a deterioração do corpo (no caso, a empresa).
Significa que há um desequilíbrio entre o que se tem e o está sendo ou poderia ser aproveitado. Por exemplo, uma empresa faz todo um processo seletivo, contrata um colaborador, investe na capacitação dele, mas não faz nenhuma ação de retenção de talentos e perde esse profissional para a concorrência. Esse é um típico caso de entropia do tipo instantânea.
Há também a entropia estantânea (nota: é assim mesmo que é se escreve). Observe essa situação: a empresa faz um grande investimento com a aquisição de um novo programa de gestão de pessoas. Ao começar a usar, os usuários vão percebendo que ele, o programa, é muito complexo e difícil de carregar as informações. Pouco a pouco, as pessoas vão deixando de utilizá-lo, até que ele fique totalmente esquecido, sem uso. Ou seja, mais um desequilíbrio entre o que foi investido e os resultados apresentados, mas, neste caso, o desperdício não foi sentido de imediato.
Você teria condições de detectar e relacionar alguns casos destes ou outros na empresa onde atua? O que estaria acontecendo por aí? Posso dar algumas sugestões? O que você me diz sobre o planejamento estratégico da sua empresa? Foco no resultado? Excesso de conformismo ou falta de criatividade?
Há algo mais sério ainda? Claro que há e a lista é bem grande, e atinge empresas de todos os tamanhos e dos mais variados segmentos.
Assim, ao relacionar os sintomas, você estará criando condições para elaborar um diagnóstico. E com ele, a busca de alternativas para a cura.
Em todo lugar e a qualquer momento: saúde é tudo!
Pratique bons hábitos e seja saudavelmente feliz! Pense nisso.
Ah, sim, me deixe explicar uma coisa: todas aquelas patologias marcadas com (#) foram criadas por mim. Logo, não há qualquer cunho científico ou real naquelas citações.
(*) Consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas
Contato: om@odilonmedeiros.com.br / www.odilonmedeiros.com.br
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