Pergunte ao Doutor – O que é a Narcolepsia?
qua, 28 de fevereiro de 2018 05:43
1- O que é a Narcolepsia?
A narcolepsia corresponde a uma alteração neurológica em que o controle do sono e da vigília estão afetados e se caracteriza por uma excessiva sonolência durante o dia, com episódios intermitentes e incontroláveis de adormecimento.
Embora a narcolepsia, em si mesma, não tenha consequências graves para a saúde, ela associa-se a sentimentos de receio e ansiedade e aumenta o risco de acidentes potencialmente fatais. Como tal, o seu impacto na qualidade de vida é muito significativo.
2-Qual é sua frequência ?
A sua prevalência na Europa é de 3 a 5 por 10.000 habitantes, sendo mais comum entre a segunda e a terceira décadas de vida.
As manifestações da narcolepsia costumam ter um início precoce, no adolescente ou adulto jovem, e tendem a permanecer durante toda a vida.
3-Quais são as causas da narcolepsia?
Desconhece-se a causa da narcolepsia, mas esta perturbação costuma apresentar-se em pessoas com outros casos na família, o que sugere uma predisposição genética.
Algumas teorias sugerem que existe, nestes casos, uma deficiente produção de determinadas substâncias a nível cerebral.
Por outro lado, alguns exames revelaram a presença de anomalias em diversas regiões cerebrais nestes pacientes que podem contribuir para o desenvolvimento dos sintomas da narcolepsia.
4-Como se manifesta a narcolepsia?
Na narcolepsia, os pacientes apresentam crises de sono em qualquer momento e temporariamente, conseguirão resistir ao desejo de dormir.
Esses episódios podem ocorrer durante qualquer tipo de atividade e a qualquer hora, no entanto, é mais provável que as crises se apresentem em situações monótonas, como em reuniões pouco interessantes ou na condução prolongada em autoestradas.
O despertar deste sono narcoléptico é tão fácil como no sono normal. A pessoa pode sentir-se bem ao acordar e voltar a adormecer poucos minutos depois.
Pode ocorrer uma ou várias crises por dia e cada uma delas não é muito prolongada, podendo durar uma hora ou menos.
Por vezes, ocorre paralisia momentânea sem perda da consciência (cataplexia) em resposta a situações emocionais bruscas. Nesses casos, as extremidades do paciente apresentam-se débeis, podendo largar o que está a segurar ou cair.
Outra manifestação da narcolepsia é a ocorrência de episódios esporádicos de paralisia do sono nos quais o paciente, imediatamente depois de acordar, deseja mover-se, mas não consegue, o que origina sentimentos de medo e ansiedade.
Podem produzir-se alucinações visuais ou auditivas no início do sono ou, com menor frequência, ao despertar, que são semelhantes às do sono normal embora mais intensas.
De um modo geral são poucos os pacientes com narcolepsia, cerca de 10%, que apresentam todos estes sintomas; a maioria refere apenas alguns.
5-Como se diagnostica a narcolepsia?
Embora o diagnóstico seja geralmente baseado nos sintomas, é importante reforçar que a presença destes sintomas não traduz necessariamente a presença de narcolepsia. Os fenômenos aqui descritos de cataplexia, paralisia do sono e alucinações apresentam-se com frequência em crianças pequenas e, por vezes, em adultos saudáveis que não manifestam outras perturbações do sono.
Se existirem dúvidas acerca do diagnóstico por parte do médico, o paciente poderá ser enviado a um laboratório de estudo do sono.
O registo da atividade elétrica do cérebro através de um eletroencefalograma (EEG) pode contribuir para este diagnóstico.
A narcolepsia é uma doença na qual não se observam alterações estruturais no cérebro nem anomalias nas análises de sangue, pelo que esse tipo de exames não será útil.
6-Como se trata a narcolepsia?
– Embora não exista cura para a narcolepsia, algumas alterações no estilo de vida poderão ser úteis: deitar e acordar todos os dias à mesma hora; manter o quarto escuro, com uma temperatura agradável, com uma cama e uma almofada confortáveis; evitar cafeína, álcool e refeições pesadas antes de ir dormir; não fumar; tentar relaxar (banho quente, ler um livro) antes de ir dormir; praticar exercício físico regularmente.
– É importante informar professores ou colegas da existência desta condição e, se necessário, tentar obter apoio psicológico para reduzir o stress associado à narcolepsia.
– Para o alívio da narcolepsia, são, por vezes, prescritos medicamentos estimulantes como a efedrina, anfetaminas, dextroanfetamina e metilfenidato. Todos estes medicamentos devem ser submetidos a um controlo médico rigoroso quando se inicia o tratamento farmacológico.
7-Como se previne a narcolepsia?
A narcolepsia não pode ser prevenida, mas o tratamento pode reduzir o número de ataques.
Por outro lado, é importante identificar e evitar todas as situações que possam desencadear crises de narcolepsia.
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