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Vans escolares estão sem manutenção por atraso de pagamento da prefeitura

qui, 1 de fevereiro de 2018 05:42

por Tatiana Oliveira

COPASS não concorre em nova licitação devido às mudanças exigidas pela secretaria de Educação

Faltando cinco dias para o início do ano letivo na rede municipal alguns carros de motoristas da Cooperativa dos Transportes de Passageiros e Cargas de Uberlândia – COPASS, responsável pelo transporte escolar dos estudantes, seguem sem manutenção. O motivo é o atraso no repasse da prefeitura à cooperativa. “A prefeitura está devendo 45% de novembro de 2016 e 100% de dezembro de 2016 e 2017. Isso jamais ocorreu antes. Normalmente em mudança de gestão acontecia de parcelar em três vezes ou atrasar 3 meses, mas é a primeira vez que ficamos mais de um ano sem receber esse repasse”, afirma Lorival Matos – auxiliar administrativo da cooperativa.

Empresa encerra contrato no próximo dia 14

Empresa encerra contrato no próximo dia 14

 

Segundo ele, a empresa está buscando soluções para fazer a manutenção dos veículos, visto que o contrato encerra no dia 14 de fevereiro. “Com recurso próprio vamos tentar a manutenção desses veículos, pois não podemos descumprir o contrato. Os carros que não conseguirmos consertar terão que ser substituídos”, coloca.

Hoje a cooperativa atende o município com 108 carros rodando e cinco reservas. Devido às alterações exigidas pela prefeitura após a realização de geomapeamento, a cooperativa escolheu não participar na última licitação que ocorreu no dia 24. “Estão sendo reduzidas para 99 linhas e diminuíram a quilometragem rodada. Isso aumenta o perigo, pois será necessário fazer em menos tempo cada trecho na zona rural”, diz. “A gente trabalha com segurança e com tempo. A partir do momento que se reduz a frota corre risco de acidente”, alerta.

O funcionário afirma que a cooperativa não foi consultada sobre a alteração. “Fomos comunicados sobre a geolocalização, mas foi só isso”, afirma. “Não entramos na licitação por não ter condição de prestar serviço da forma que está, pela redução de quilômetros e da frota, não tem como prestar o serviço”, alega.

A reportagem tentou contato com a secretaria responsável pela pasta, mas não teve sucesso até o fechamento da edição.

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