Movimento de viagens de fim de ano na rodoviária está 20% menor em relação ao ano passado
qua, 20 de dezembro de 2017 05:01por Tatiana Oliveira
Usuários reclamam de más condições como falta de bebedouro e cadeiras quebradas
As perspectivas de vendas de passagens no final do ano não são positivas para as empresas de ônibus. Ontem, 19, a Gazeta do Triângulo foi até o Terminal Rodoviário Tancredo Neves e conversou com diversos atendes. Apesar de ser constatado um aumento de 20% no decorrer do ano, em relação ao ano passado para algumas empresas, a quantidade comercializada foi 22% menor.

Cadeiras quebradas incomodam usuários
Entre os locais mais procurados pelos viajantes estão Rio de Janeiro, São Paulo, Caldas Novas, Brasília e Belo Horizonte. “Mesmo assim a procura está baixa. A situação está difícil devido à crise, as pessoas estão viajando pouco. Mesmo assim está melhor do que no início do ano”, coloca um atendente que preferiu não se identificar. “O preço das passagens não aumentou muito. A Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT – permitiu um aumento de tarifa de apenas cinco, seis por cento, enquanto nos outros anos era praticado um acréscimo de 8% no valor”, completa.
A expectativa é que a procura aumente mais perto da virada do ano. “No Natal a procura não é tão alta, mas mesmo que aumente para o Ano Novo, não deve chegar ao que vendemos no ano passado”, afirma. O déficit de uma das empresas entrevistadas em relação ao ano passado no mês de dezembro é de mil reais ao dia.
Falta de estrutura
A reportagem entrevistou alguns dos usuários presentes no local. Ana Maria Borges estava aguardando sua filha chegar de uma cidade goiana e afirma que diversos problemas estruturais a incomodam. “Não tem um bebedouro; se eu sentir sede, preciso pagar pela água”, reclama.
Outro problema foi apontado por João Lucas. “Sempre viajo à São Paulo a trabalho. Algumas vezes o ônibus demora e preciso usar o banheiro, mas não o faço. A limpeza deixa muito a desejar”, coloca.
Em período chuvoso, um funcionário da rodoviária relata que a situação se complica. “Entra água por todos os lados, aqui dentro fica uma cachoeira”, afirma. “Para mim é uma vergonha receber quem visita Araguari e tem a rodoviária como primeira impressão”, completa.
A reportagem tentou contato com o secretário de Trânsito, Transportes e Mobilidade Urbana, responsável pela manutenção do local, mas até o fechamento da edição não teve sucesso.
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