Mulheres no rock: Kim Deal e Kim Gordon
qua, 12 de março de 2014 00:00O Dia Internacional da Mulher é aquela data que as mulheres importantes em algumas áreas são lembradas. Pessoalmente falando, a melhor dessas homenagens foi exibida pelo Jornal Hoje, no último sábado, 8. Ao falar do espaço conquistado pelas mulheres nas artes, fugiu-se de lugares comuns como a mexicana Frida Kahlo e as brasileiras Tarsila do Amaral e Anita Malfati. Uma volta ao Renascimento, época em que as mulheres não podiam assinar seus trabalhos, trouxe as pintoras Lavinia Fontana e Sofonisba Anguissola. Entre o século XIX e XX, Camille Claudel teve seu talento ofuscado pela lendária figura de Rodin, seu mestre e amante. Atualmente, as brasileiras Beatriz Milhazes e Adriana Verejão estão entre os artistas contemporâneos mais bem cotados do mundo.
Seguindo essa receita, deixaremos de lado Joan Jett e Janis Joplin. A presença feminina costuma ser mais comum e natural longe dos holofotes, no rock alternativo e no metal. Nos anos 80, influenciados pelo punk e com a vontade de fugir daquele hard rock “ostentação”, surgiram muitas bandas boas, como Sonic Youth e Pixies. Ambas são consideradas pilares do rock alternativo, isso é ponto pacífico. Mas o que essas bandas têm um comum?
Mulheres baixistas/vocalistas chamadas Kim, de muita, muita personalidade. Nem precisa dizer que os baixistas são aqueles que ninguém lembra o nome, que estão lá porque não deram certo na guitarra, que não significariam uma grande perda para o grupo. Com elas, a coisa muda de figura. Sem Kim Gordon não tem Sonic Youth. Sem Kim Deal, o Pixies é ruim.

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Kim Gordon, do Sonic Youth, sobe ao palco de vestido, discreta e elegante, sem aquelas extravagâncias e poses de “astro do rock”, não queria ser apenas uma sex simbol. Nunca ficou a sombra do ex-marido e guitarrista, Thurston Moore. Participava de forma ativa do processo de composição, segurava a linha melódica das músicas preparando espaço para as experimentações de guitarra. Criativa, se aventurou de forma bem sucedida no mundo das artes e principalmente na moda.
Frank Black era o líder do Pixies. Ele escrevia. Ele compunha. Mas o baixo alegre e a voz doce da sorridente Kim Deal roubavam a cena. O jeito dela era de moleca, andava de camiseta, calça jeans e tênis. As brigas entre eles foram piorando. A participação de Kim Deal diminuía a cada disco lançado até o primeiro fim do Pixies, em 1992. Frank Black seguiu em uma carreira solo pouco produtiva e ela foi tocar com a irmã gêmea Kelley em sua antiga banda, The Breeders. Estourou na MTv com hits como “Cannobal” e “Divine Hammer”.
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DISCOTECA BÁSICA DE MPB
CORREIO DA ESTAÇÃO DO BRÁS (1978) – TOM ZÉ: Esta é a segunda edição da Discoteca, com um álbum descoberto recentemente. O Tom Zé parece um doido varrido, mas leva a música a sério. Pesquisa e estuda ritmos, melodias, gêneros musicais. Participou da Tropicália, mas depois de desentendimentos, foi se afastando e sendo afastado do movimento. Voltando ao disco, o Brás é um bairro da capital paulista com muitos moradores nordestinos, onde Tom Zé morou. A desigualdade social no Nordeste também é abordada em algumas canções, de forma bem humorada. Ele também usa eletrodomésticos como instrumentos, algo praticamente imperceptível, mas determinante para a riqueza sonora das músicas, que mesclam samba e ritmos nordestinos como a embolada (um exemplo de embolada é aquele repente feito pela dupla Caju e Castanha).
OUÇA: “Estação do Correio do Brás”, “Pecado, Rifa e Revista” e “Lá Vem Cuíca”
http://www.youtube.com/watch?
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