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Atiradores disparam contra pedreiro em bairro de Araguari

qui, 8 de junho de 2017 05:49

Da Redação

Um pedreiro de 33 anos passou por maus momentos no fim da noite de terça-feira, 6, na avenida Doutor Oswaldo Pieruccetti, bairro Paineiras. Por pouco, não se tornou mais uma vítima de homicídio em Araguari, conforme apurado pela Polícia Militar.

Por volta de 23h, o trabalhador foi abordado na porta de sua residência por dois jovens, cor branca, estatura mediana, um magro e outro obeso. Ao perceber que havia algo estranho, o homem correu aproximadamente oito quarteirões até a residência de sua mãe, sendo alvejado por dois disparos de arma de fogo, os quais não atingiram a vítima.

Aos policiais militares, o pedreiro contou ter reconhecido os dois atiradores, um deles residente no bairro Miranda. As viaturas do turno realizaram rastreamentos, sob o comando do subtenente Miranda, sem êxito na localização dos autores, que possuem antecedentes criminais.

Questionado sobre o que poderia ter motivado o crime, o homem assegurou não saber de nada e que dedica sua vida ao trabalho. Ele foi orientado a tomar precauções ao transitar em via pública.

Embora tenha afirmado que possui “ficha limpa”, em abril deste ano a vítima havia se envolvido numa ocorrência de atrito verbal, no mesmo bairro. Em setembro de 2016, no residencial Bella Suíça, ele foi agredido a socos e pontapés por outro homem. A motivação seria passional. A polícia levantou outras passagens do mesmo.

Cerca de dez homicídios tentados foram registrados neste ano em Araguari, a maioria com emprego de armas de fogo e envolvendo usuários de drogas.

FACILIDADE ARRISCADA

As armas de fogo são “personagem central” nos números sobre homicídios no Brasil, conforme revelado nesta semana pelo Atlas da Violência 2017. No estudo, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública analisam dados de 2015 e informam que 71,9% dos 59 mil homicídios registrados no país naquele ano foram cometidos com armas de fogo.

“O personagem central desse enredo é a arma de fogo”, de acordo com o pesquisador Daniel Cerqueira. Ele acrescentou que armas de fogo estão relacionadas a acidentes domésticos, suicídios e crimes decorrentes de conflitos interpessoais. “Existe uma ideia de que o cidadão angustiado com a violência vai se armar e ficar mais seguro, mas é ledo engano. A arma de fogo dentro de casa contribui para aumentar as probabilidades de alguém sofrer homicídio dentro daquela residência.”

O pesquisador afirma que a difusão do porte legal de armas também contribui para que mais armamentos cheguem ao mercado, seja por meio de roubos ou de vendas ilegais. Com o aumento da oferta no mercado ilegal, o preço das armas cai e mais “criminosos desorganizados”, como assaltantes, têm acesso a elas. “Cerca de 40% das armas apreendidas em crimes são de procedência nacional e foram registradas”, destacou Cerqueira.

 

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