Falta de formalização das queixas prejudica o trabalho do Procon
ter, 30 de maio de 2017 05:48Da Redação
“Se agimos apenas por reclamações que não foram formalizadas pode parecer implicância do Procon”, afirma diretor responsável
Para solicitar serviços bancários, a população tem aguardado em média uma hora na fila das agências. A universitária Amanda Faria precisou esperar duas horas, pois não foi informada a respeito do guichê responsável pelo atendimento que precisava. “Não souberam me dizer antecipadamente sobre qual setor recorrer. São situações que nos deixam indignados, pois mesmo depois de tanta espera não resolveram meu problema”, afirmou.

Sistema de aplicação de multas está em funcionamento
O diretor do Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor), Ageu Cézar Guimarães, afirma que as gerências de bancos tem sido procuradas pelo Procon para que o transtorno seja minimizado por meio de diálogo. Apesar do problema ser enfrentado por milhares de araguarinos, o diretor informa que as pessoas não formalizam as queixas o que tem dificultado o trabalho dos fiscais.
“Se agimos apenas por reclamações que não foram formalizadas pode parecer implicância do Procon. Por isso precisamos deste respaldo”, explicou.
O Procon atende de segunda à sexta-feira, das 8 às 11h e entre 13 e 18h. O atendimento é feito por sete pessoas, que recebem em torno de 12 reclamações por dia. Serviços prestados por instituições bancárias e de telefonia lideram as notificações.
Em entrevista, Ageu aproveita para citar que em 1997 foi criado o Fundo Municipal para dar início a aplicação de multas, mas o processo não estava apto para funcionar. “O sistema está habilitado e iremos dar início a aplicação de multas. Lembrando que sempre trabalhamos com o bom senso buscando a conciliação entre as partes. Mas a permissão para aplicar a multa é uma excelente ferramenta para dar credibilidade ao nosso trabalho. Sabendo que poderá ser multado a tendência é que ao receber a notificação, a pessoa providencie solucionar o problema gerado ao consumidor”, ressaltou.
Conforme destacado pelo profissional, a maioria das pessoas poderia evitar o transtorno em relação a agências bancárias buscando outras alternativas de atendimento. “A Caixa Econômica Federal, por exemplo, oferece os serviços por meio de lotéricas e o Banco do Brasil pelos Correios. Um banco particular bastante frequentado abriu outra agência com o intuito de atender a demanda. Temos que levar em conta que os empresários tem feito sua parte para evitar transtorno aos clientes”, argumentou.
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