Profissionais da rede pública de ensino protestam contra a reforma da previdência
qua, 22 de março de 2017 05:01por Mel Soares
Na manhã desta terça-feira, 21, a classe de professores de escolas públicas e do Conservatório Estadual de Música e Centro Interescolar de Artes “Raul Belém” se reuniu próximo ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com o objetivo de manifestar contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/16, também conhecida como PEC da Previdência, que está em tramitação no Congresso Nacional.
O protesto contou com diversas atividades, dentre elas, a entrega de panfletos cujo intuito foi o de oferecer informações precisas sobre os males da proposta para a classe trabalhadora. Com a aprovação da PEC 287, o tempo mínimo de contribuição passará de 15 para 25 anos. No caso das mulheres, a idade mínima será de 65 anos e não, 60 como atualmente.
Segundo o professor de língua portuguesa, Adriano de Faria Alves, a luta de quem opta pela educação não é fácil, pois além de adquirir o conhecimento necessário para ministrar aulas, o professor deve estar preparado para não perder seus direitos. “Nós sofremos vários golpes finalizando com a reforma do ensino médio e agora a nova proposta é tirar a aposentadoria especial dos professores. Somente o educador sabe o que é estar em sala de aula todos os dias. Tirar este direito irá prejudicar muitos companheiros, muitos colegas. Portanto, é de extrema importância que resistamos e lutemos constantemente”, argumentou.

Profissionais da Educação se reúnem na porta do INSS como forma de protesto
Apesar de não ter carteira assinada, André Salomão, que atua como professor particular de música, participou do ato. “Eu mesmo não vou me aposentar. No entanto, devemos todos nos unir, pois de alguma maneira seremos atingidos, afinal, vivemos em sociedade”, destacou.
Na visão do professor de biologia, Sérgio Luiz Peixoto Souza, a pouca adesão ao movimento é motivada pela ausência de conhecimento aprofundado sobre o tema. “As pessoas ainda não estão estimuladas o suficiente. Por isso, estamos aqui, dialogando com a população. Nós, como professores, estamos dando aula em praça pública, conversando com o povo, que sabe dos males da reforma, mas ainda não tem a informação necessária”, destacou.
O professor de biologia reforça que assim como outras categorias, os professores podem perder a aposentadoria especial. “Agora é um momento de unir a classe trabalhadora deste país e mostrar que não estamos contentes com esta reforma que está sendo pretendida”, acrescentou.
O professor de física e supervisor de ensino, Naldo Mota, ressalta que as pessoas estão desinformadas e lembra que a PEC 287, tem como aspecto aumentar a idade mínima para a aposentadoria a partir dos 65 anos. “Esta medida é válida tanto para homens quanto para mulheres, as quais serão mais atingidas devido a jornada dupla de trabalho fora e dentro de casa”, exemplificou.
Os profissionais levaram para manifestação abaixo-assinado no intuito de recolher assinaturas que serão enviadas a deputados federais que tiveram votos expressivos em Araguari.
De acordo com o coordenador do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SINDUTE/MG), subsede Araguari, José Luís da Costa, o documento será encaminhado ao gabinete destes políticos, assim como está sendo feito em outras cidades do país. “O intuito é solicitar aos deputados que votem contra esta PEC. Enviaremos ao tenente Lúcio, Adelmo Carneiro Leão, Bonifácio Andrada, Weliton Prado, Caio Nárcio, Aelton Freitas, Marcos Montes e Marcus Pestana”, informou.
O coordenador do sindicato disse que em Araguari, a rede pública de ensino é composta por dois mil professores. “Se contássemos com a presença de pelo menos 50% da classe seria um grande feito. Mas infelizmente nós ainda temos a resistência de alguns, não que eles não queiram, mas não estão com força para lutar”, argumentou.
Na próxima terça-feira, 28, acontece assembleia em Belo Horizonte. Visitas a Câmara Municipal fazem parte da programação dos sindicalistas. “Solicitaremos a mobilização de todos os vereadores inclusive estudantes, mesmo porquê, é o futuro deles que está em jogo”, concluiu.
A Escola Estadual Raul Soares foi a única que aderiu a manifestação de maneira integral. A professora Meire Luce Naves da Mota, disse que as aulas foram paralisadas na quinta e sexta-feira da semana passada e nesta segunda e terça-feira, 21. Hoje, às 18h, acontece uma reunião na escola para oferecer aos pais de alunos esclarecimentos sobre a ação contra a reforma da previdência.
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