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Após 3 anos, assassinato em clube campestre de Araguari segue sem definição do júri popular

qua, 15 de março de 2017 05:30

Da Redação

No próximo mês de maio, completará 3 anos o assassinato de Priscila Campos Santana da Silva, durante evento de som automotivo em um clube campestre de Araguari, no bairro Palmeiras do Império, e da tentativa de homicídio contra Dayana Gabriela dos Santos Rodrigues, na mesma oportunidade.

Mesmo após todo esse tempo e com uma acusada presa, o caso se encontra emperrado na Justiça, aumentando a agonia dos familiares de Priscilla, que aguardam com muita expectativa a realização do julgamento popular. Até lá, a sensação de impunidade parece assombrar a todos.

Priscila Campos tinha 28 anos

Priscila Campos tinha 28 anos

 

No começo de 2016, o Juiz Ewerton Roncoleta, então titular da 1ª Vara Criminal da Comarca, decidiu mandar C. C. M. à apreciação do Tribunal do Júri, no entanto, a defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que na última semana remeteu o processo à 1ª Vara Criminal de Araguari para contrarrazões e juízo de retratação.

A jovem foi capturada dois meses após os fatos, em Ituiutaba, e confessou sua participação no crime, alegando legítima defesa. Ela teve a preventiva decretada na época e ratificada pelo magistrado.

Ele também confirmou a participação de B. S. X., no homicídio tentado contra Dayana Gabriela. Outras duas pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público, no entanto, entendeu o Juiz que não foram apresentadas provas suficientes do envolvimento de ambas. Uma teria entregado a faca para C. C. M. enquanto a outra teria oferecido fuga às acusadas.

“Os indícios de autoria quanto aos crimes de Homicídio Qualificado Consumado e Homicídio Qualificado Tentado são extraídos dos depoimentos da vítima e das testemunhas ouvidas na fase inquisitorial e na instrução processual, bem como dos interrogatórios das acusadas”, colocou Ewerton Roncoleta.

DENÚNCIA

C. C. M., B. S. X. e outras duas pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público, porque, segundo a denúncia, no dia 25 de maio de 2014, por volta das 18h, em um clube campestre no bairro Palmeiras do Império, em Araguari, a acusada C., por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, matou Priscila Campos.

Narra que, na mesma oportunidade, as acusadas, agindo em conluio, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, tentaram matar Daiana Gabriela, apenas não consumando o delito por circunstâncias alheias às suas vontades, quais sejam: o acerto do golpe em região não letal e a chegada de outras pessoas.

Consta na peça acusatória que, na ocasião dos fatos, os acusados P. e S. auxiliaram a acusada B. a se subtrair da ação policial, visto que a ajudaram na fuga do local onde aconteceram os crimes, prestando-lhe auxílio com o fornecimento de carona.

1 Comentário

  1. antonio disse:

    justiça brasileira é lenta e muito cara…… uma vergonha este caso demorar tanto para ser julgado

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