Proprietário da Di Trajan defende importância do setor produtivo no desenvolvimento do país
qua, 23 de novembro de 2016 05:39por Talita Gonçalves
Mais do que agradecer a doação de terreno que resultou na abertura de pelo menos 100 empregos no ramo da confecção, o empresário Antônio Trajano detalhou as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo do país ao fazer uso da Tribuna da Câmara na sessão desta terça-feira, 22. Na área localizada no bairro Sibipiruna, existe hoje um empreendimento de 1600 metros quadrados da Di Trajan Confecções, que poderia ser apenas um terreno vazio, caso a contrapartida não fosse aprovada pela Câmara.

No Plenário da Câmara, Trajano alertou para o perigo de governos populistas e a importância de se garantir melhores condições para os empreendedores
Na ocasião, ele ressaltou que o projeto teve um retorno social, devido à geração de novos postos de trabalho. “Houve alguns comentários maldosos de que eu tinha ganhado um terreno supervalorizado, que aquilo era base do governo. Mas o governo entende que estas doações são muito importantes para o município. Se alguém chegar aqui com um projeto propondo gerar empregos, deve receber o devido incentivo,” comentou Trajano, deixando um convite para que os vereadores visitem a empresa.
Para ele, o ramo de confecção está “sacrificado”. O investimento no terreno veio através da venda de uma casa, pois segundo ele recorrer ao banco seria contrair empréstimo com juros exorbitantes. Atualmente, a empresa presta serviços para marcas reconhecidas mundialmente, como a Zara, com sede na Espanha. “Ser empresário neste país é uma atividade tremendamente penosa,” pontuou.
Outra observação feita pelo empresário, que atua não só no ramo da confecção como também na construção civil, é a ideia geral de que as melhores oportunidades de emprego estão no setor público. “De 40 anos para cá, nosso Brasil tem uma realidade diferente. Preparamos filhos para estudar e trabalhar para o governo. O filho não quer suceder o pai na empresa. Hoje, o serviço público tem as melhores cabeças deste país. Isso é bom por um lado, mas por outro é errado. Estamos tirando essas mentes da iniciativa e levando para o serviço público, que não produz. O serviço público é necessário, mas ele não gera empregos se a iniciativa privada não estiver funcionando, garantindo o imposto para sustentá-lo,” argumenta.
Trajano também usou um exemplo para ressaltar o perigo de governos populistas para o país. “Tenho um sobrinho que trabalha na Petrobrás, com 27 anos e tem um salário de 38 mil reais. Quatro colegas dele somam o valor da minha folha de pagamento. Essa conta não fecha. O Brasil não pode caminhar nesse rumo, esse rumo é o do abismo, é o rumo do populismo, da Venezuela, que a Argentina teve e é o desfecho que estamos tendo,” alertou.
Outro problema apontado por ele no setor privado é o fato de que a produtividade das pessoas é baixa, e isso se estende para o serviço público. “Tenho pena do administrador que quer cortar na carne os custos de uma prefeitura para que ela equilibre suas finanças. O que a prefeitura arrecada mal paga a folha de pagamento e isso é errado. Isso tem que ser feito com demissão. É preciso ter lei para regulamentar esse mercado. É difícil um país aonde 30% trabalha para sustentar os outros 70%. É o que está acontecendo,” justifica.
Porém, uma das principais deficiências do país é a falta de estrutura de base que permita o desenvolvimento de empresas e melhoria nas atividades comerciais. “Fiz um requerimento para ligação de energia, a Cemig falou que não tem estrutura e precisa colocar um transformador que custa mais de 50 mil reais. Então não há estrutura na medida necessária para os empresários providenciarem o investimento. Isso tem que ser urgente,” aponta.
Em determinado momento ao longo de sua explicação e antes de receber as felicitações dos vereadores presentes pela boa utilização do terreno doado, Trajano enfatizou que a principal ação social que deve ser feita para uma pessoa que necessita é oferecer uma oportunidade de trabalho. Para isso, é indispensável que o poder público e o setor privado, desenvolvam projetos em longo prazo. “Se a 30 anos eu tivesse recebido esse terreno, quando era um jovem, em vez de gerar 340 empregos teria conseguido empregar 1500 pessoas, com certeza. Só nos últimos 10 anos consegui ser visto e respeitado pelos prefeitos de Araguari,” disse.
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