Profissionais da Educação são convocados para nova paralisação na próxima semana
sex, 21 de outubro de 2016 05:15Da Redação
Os profissionais insatisfeitos com o descumprimento dos acordos feitos pelo governo do Estado estão se organizando para uma nova paralisação geral. Segundo a convocação feita pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) uma intensa mobilização deverá ser feita na próxima terça-feira, dia 25, quando os servidores se reunirão no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, a partir das 14h.
A manifestação é contra os atrasos no pagamento de reajustes e o plano de privatização das escolas estaduais, dentre outros impasses. O dia de reivindicações recebe o nome de “Dia Estadual de Cobrança ao Governador”. Na ocasião também será discutida a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que quer limitar os gastos do governo federal por 20 anos ao mesmo gasto de 2016, acrescido apenas da reposição da inflação do ano anterior.
Conforme apurou a reportagem, existe a possibilidade de ocorrer paralizações nas escolas estaduais de Araguari. Segundo informações do SindUTE, todas as unidades de ensino foram informadas sobre a paralisação e a orientação da unidade, é de que profissionais da categoria participem da assembleia estadual.
Para isso, o Sindicato está organizando uma caravana. Os interessados em participar da reunião, devem entrar em contato com o Sindicato de Araguari, situado à rua Aurélio de Oliveira, 575, Centro. Um levantamento sobre o número de servidores que aderiram à mobilização será divulgado pela unidade na próxima semana.
Enquanto isso, também estão ocorrendo mobilizações nas escolas e universidades públicas de todo o país. Em Uberlândia, por exemplo, estudantes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) paralisaram atividades durante dois dias em manifestação contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241.
Foi feito um cronograma de atividades como forma de protesto. Conforme o vice-diretor da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia (Adufu), Felipe Mendonça, diversos alunos participam de encontros para discutir a PEC e outras pautas abordadas durante assembleia realizada nesta terça-feira, 19, onde foi definida greve dos servidores. Os alunos participam até sábado, 22, de debates realizadas por Diretórios Acadêmicos (DA) para discutir mudanças na educação e assembleias com pautas sobre a greve.
PEC 241
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou no dia 9 de agosto, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que impõe um teto ao crescimento dos gastos públicos, gerando impactos aos recursos destinados à educação pública; a Medida Provisória 746 – que reestrutura o Ensino Médio no Brasil; o Projeto de Lei 257, que retira direitos dos trabalhadores; o quadro orçamentário e financeiro de 2016 e a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2017.
A Comissão Especial aprovou o projeto na última terça-feira, 18, em segundo turno. O texto, agora, seguirá para o plenário da Casa. Segundo o governo, a medida pretende reequilibrar as contas públicas. Pela proposta, a partir do décimo, o presidente da República poderá propor uma nova base de cálculo ao Congresso.
A medida tem sido duramente criticada por economistas, lideranças populares e especialistas em políticas públicas por impossibilitar o atendimento a direitos básicos da população. Segundo Beatriz Cerqueira, presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) e da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT MG), a PEC não é um problema apenas do servidor púbico.
“A PEC não está restrita às áreas de saúde e educação. É problema de toda a sociedade. Com ela aliada às mudanças na exploração do pré-sal, não haverá investimentos para a retomada do crescimento econômico. O salário mínimo vai se distanciando de todas as políticas da previdência. Todas as áreas estarão comprometidas.”
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E mais uma vez né, os governantes ganharam. O POVO TEM FORÇA, PENSA QUE NÃO QUEREM LUTAR.
Nós vamos ver o desastre disso tudo daqui uns anos, aí não reclamem que educação e saúde está ruim.
Cortam os gastos pra eles tem mais dinheiro no bolso. Não cortam os gastos deles né, que são absurdos.
ATÉ QUANDO BRASIL, ATÉ QUANDO NÓS VAMOS SER CHAMADOS DE BOBOS NOS OLHOS INTERNACIONAIS?
Quando é que vamos deixar a farra de lado e lutar pelo nosso país? Correr atrás dos nossos direitos? Dá trabalho demais né.
Então não vamos reclamar e nem mudar de país, achando que o seu problema vai ser resolvido. LUTE PELO QUE É SEU DE DIRETO.