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‘Setembro Verde’ estimula doação de órgãos e busca reduzir espera por transplantes

qua, 14 de setembro de 2016 05:33

Da Redação

Setembro é o mês dedicado à campanha nacional de incentivo a doação de órgãos, tecidos e córnea. Diversas ações de conscientização por meio da campanha ‘Setembro Verde’, estão sendo realizadas em hospitais, instituições de ensino e locais públicos de todo o país. Durante o mês, prédios públicos e monumentos do Estado também deverão receber iluminação na referida cor, como demonstração de solidariedade às pessoas que necessitam de transplante.

O principal foco da campanha é incentivar o debate sobre a doação e o transplante de órgãos além de reduzir o tempo de espera por transplantes, uma vez que, no Brasil, a doação é consentida e somente pode ser concretizada diante da autorização da família. Diante disso, a iniciativa pretende ressaltar a importância de as pessoas conversarem com seus familiares e expressarem o desejo de se tornarem doadores.

O ‘Setembro Verde’ pretende seguir a mesma linha do Outubro Rosa e do Novembro Azul, quando as campanhas sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e de próstata, respectivamente, ganham ênfase. Diante disso, a cor escolhida para representar a campanha é relacionada à esperança, o verde é a cor da vida, o que, segundo os doadores, significa muito para quem está na fila de espera. Neste mês também é comemorado o Dia Nacional da Doação de Órgão (27 de setembro).

A rede brasileira conta com 27 Centrais Estaduais de Transplantes (todos os estados e Distrito Federal), além de Câmaras Técnicas Nacionais, 510 Centros de Transplantes, 1.113 equipes de Transplantes e 70 Organizações de Procura de Órgãos (OPOs).

O controle do atendimento aos pacientes é realizado pelas Centrais Estaduais de transplantes, que mantém em seus cadastros todas as informações sobre compatibilidade e situação de saúde do paciente. Podem ser doados rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas e também tecidos, como ossos, tendões, pele, córneas e válvulas cardíacas, ou seja, um único doador pode salvar até dez vidas.

Quem pode doar

Qualquer pessoa pode doar órgãos, desde que concorde com a doação e que não prejudique a sua saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado e da medula óssea ou parte do pulmão. De acordo com a legislação, parentes até o quarto grau podem ser doadores. Não parentes, somente com autorização judicial. Nos casos dos doadores falecidos, é preciso a constatação de morte encefálica, geralmente vítimas de dano cerebral irreversível, como traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC) e é necessário o consentimento da família.

Prevenção

O ‘Setembro Verde’ também alerta a população para o segundo tipo de câncer que mais mata no mundo: o câncer de colo de intestino. Nos últimos anos, a incidência da doença vem aumentando e, consequentemente, a sua mortalidade também. Quanto antes o câncer foi identificado maiores são as chances de cura, por isso, a prevenção é fundamental. A doença acomete mais pessoas acima dos 50 anos, indivíduos que possuem histórico familiar de câncer no intestino, além de fumantes e pessoas acima do peso.

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