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Mapa da Violência 2016 – Araguari melhora posição no ranking de homicídios por disparos de arma de fogo

sáb, 27 de agosto de 2016 05:08

Da Redação

Araguari melhora posição no ranking de homicídios por disparos de arma de fogo

O novo Mapa da Violência 2016, divulgado nesta semana, trouxe números positivos para Araguari. O estudo focaliza a evolução dos homicídios por armas de fogo no Brasil de 1980 a 2014, porém, o mais recente contabiliza o período entre 2012 e 2014.

Município apresenta queda considerável em mortes por arma de fogo

Município apresenta queda considerável em mortes por arma de fogo

 

Considerando estes três anos, a taxa média de Araguari é de 12,3 casos por ano, colocando o município em 97º lugar no Estado e na posição de número 1.152 no país. Para se ter uma ideia, no Mapa da Violência anterior, Araguari figurava entre as 750 cidades do país em mortes por disparos de arma de fogo.

E os números devem melhorar ainda mais nos próximos levantamentos, tendo em vista que de 2015 para cá foram poucos crimes dessa forma. Neste ano ocorreram apenas dois homicídios consumados por arma de fogo no município. Conforme o Estudo, Araguari teve 16 mortes em 2012, 11 em 2013 e 15 em 2014.

Em Minas (20ª colocada no país), nenhuma cidade da região se posiciona entre as 10 primeiras do ranking. A liderança é de São Joaquim de Bicas, com a média de 70,8% homicídios por ano. Na sequência vem Betim, Ribeirão das Neves, Mateus Leme, Igarapé, Juatuba, Governador Valadares, Contagem Paracatu e Mutum.

Dos assassinatos registrados em Araguari em 2016, a maioria foi cometida com o emprego de arma branca.

CONTROLE DE ARMAS

A publicação, que consolidou dados de 2014, concluiu que as políticas de controle de armas, sancionadas em 2004, podem ter ajudado a evitar 133.987 homicídios.

De 1983 até 2004, a participação de crimes de arma de fogo cresceu de 36,8% para 70,7% no Brasil. Após o Estatuto e Campanha do Desarmamento, porém, a proporção parou de crescer.

O mapa é coordenado pelo professor e sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, diretor de pesquisa do Instituto Sangari e coordenador da Área de Estudos sobre Violência da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (FLACSO).

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