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Após assassinato de colega, agentes penitenciários vivem clima de insegurança

sáb, 20 de agosto de 2016 05:37

Da Redação

A morte do agente penitenciário araguarino Luciano Lucas dos Santos, de 38 anos, provocou medo em servidores que atuam em órgãos de defesa civil, como policiais militares, civis, agentes e funcionários de presídios do município e região. Ele foi assassinado no caminho de volta para casa na manhã de quarta-feira, 17, após sair do trabalho na Penitenciária Pimenta da Veiga, em Uberlândia.

O carro em que ele estava foi alvejado na avenida João Naves de Ávila, no bairro Santa Mônica. Um dos tiros acertou a cabeça e a vítima morreu no local. Segundo o delegado regional Edson Rogério de Morais, a polícia analisa as imagens de circuitos de câmeras e testemunhas serão ouvidas. As buscas aos autores continuam.

Há um ano, o agente Edson Ferreira da Silva, de 49 anos, foi vítima fatal de um ataque cometido em circunstâncias parecidas. Ele trabalhava no Presídio Jacy de Assis e também foi morto após sair do trabalho. Os suspeitos foram presos durante a Operação “Hades”, realizada pela Polícia Militar (PM) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Uberlândia (Gaeco) um mês após o crime. Eles tinham ligação com o PCC.

A reportagem ouviu um agente penitenciário, que por temer represálias, não quis se identificar. Segundo ele, as ameaças são constantes. “Diariamente estamos enfrentando a falta de compromisso do Estado em relação aos deveres dele para com a segurança pública. Não há armamentos, viaturas e sofremos com o atraso no pagamento. Também existe um descaso total em relação à segurança dos agentes, a situação do sistema prisional é precária,” desabafa.

Há dois anos desempenhando a função, ele afirmou que até hoje não foram feitas as identidades funcionais do sistema prisional, documento onde constam informações pessoais e que garante aos agentes a permissão para o porte de armas. “Não tem como trabalhar desta maneira. A morte de um agente representa a insegurança de todos os demais,” disse.

O diretor estadual do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de Minas Gerais (Sindasp-MG), Cássio Valério Dutra, afirmou em uma entrevista que o assassinato de Luciano Lucas do Santos está ligado ao PCC e todos os agentes de Uberlândia e região vêm recebendo ameaças há cerca de nove meses. “Santos foi um alvo aleatório. Essas ameaças começaram quando foram instalados os sensores de raios x nas penitenciárias, o que diminuiu a entrada de drogas e celulares nos presídios”, disse.

Ainda de acordo com ele, os órgãos de segurança tinham conhecimento das ameaças, mas não tomaram nenhuma atitude. Na próxima semana, está prevista uma reunião em que deve ser decidida uma data para a realização de audiência pública com a presença de representantes de órgãos de segurança do Estado.

5 Comentários

  1. Carlos disse:

    Está fácil de resolver essa situação … Pena de morte para bandidos

  2. jack disse:

    mais um trabalhador perde avida injustamente

  3. Marcos disse:

    Enquanto isso, o Governador do Estado de Minas Gerais relega a segurança pública para 2º plano.

    Nomeação imediata dos 1341 excedentes do Concurso de Investigador da PCMG.

    Estado forte é com Polícia forte.

  4. Nivaldo disse:

    Carlos, concordo plenamente com você.

    PENA DE MORTE já!!!! Bandido bom é bandido morto!!! Que a justiça limpe já esses lixos das ruas. Tolerância zero pra bandido covarde que mata pai de família!

  5. Cesar disse:

    Carlos, também concordo com vc.

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