Projeto leva alunos do Padre Damião a acompanharem rotina de combate ao Aedes aegypti
sáb, 19 de março de 2016 08:42Da Redação
Desenvolvida em parceria com a secretaria de Saúde, iniciativa incluiu visita a residências junto com agente de endemias
Uma das frentes para impedir a proliferação do mosquito que transmite a dengue, zika vírus e chikungunya tem sido a educação. Nesse sentido, as escolas de Araguari estão se mobilizando. Na E.E. Padre Damião, a direção desenvolve o projeto “Caçadores do Aedes aegypti”. Na manhã de ontem, uma das etapas da iniciativa levou um grupo de alunos a conhecer de perto a rotina de um agente de endemias.
Juntos, estudantes, agente, representantes da direção da escola e da equipe de Educação e Saúde do departamento de Controle de Zoonoses, da secretaria de Saúde, visitaram algumas residências nas proximidades do colégio. A missão dos alunos era descobrir, na prática, locais muitas vezes improváveis onde o mosquito pode depositar os ovos.

Alunos, educadores e agente de endemias visitaram residências próximas à escola
Eles podem se esconder, por exemplo, no recipiente de geladeiras com “degelo a seco”, ralos e até mesmo nas vasilhas de colocar água para o cachorro. “Na minha casa, pedia para minha filha trocar a água dos cachorros todos os dias. Um dia fui olhar e notei que havia ovinhos de mosquito na vasilha. Não basta apenas trocar a água, é preciso esfregar com uma escova também,” explicou Cynthia Lorena dos Santos, coordenadora da equipe de Educação e Saúde.
Em consonância com as orientações do estado, o projeto consistiu em palestras, orientações sobre as doenças transmitidas pelo mosquito, gincana para recolher e separar os materiais que servem de criadouros e confecção de cartazes com os gráficos do avanço da dengue.
Com prancheta e lápis na mão, Ederson Miranda Bernardes anotou com atenção aquilo que considerou importante. “Tem que cuidar da casa e não deixar água parada, se não o Aedes aegypti pode picar você e transmitir várias doenças,” disse ele.
Agora, os quatro alunos que participaram das visitas serão agentes multiplicadores, ministrando palestras para os colegas do matutino e também para as turmas da tarde. “É muito válido. Eles levam para casa o que aprendem e começam a cobrar dos pais a questão da limpeza. Até dentro da escola eles ajudam,” contou Karoly Mariana dos Reis, coordenadora do período integral da escola.
Segundo Maria Vitória dos Santos, coordenadora de Educação e Saúde, a agenda da equipe está lotada. As instituições de ensino da cidade têm promovido, de maneira geral, diversas ações de conscientização, no incessante combate contra ao Aedes aegypti.
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Parabéns pela iniciativa.
É isso mesmo, devemos incentivar as nossas crianças a participarem dos programas onde visam o bem comum. Além de desenvolverem sua capacidade de diálogo, de desinibir e de crescer, estará contribuindo para eliminação desse mosquito que vem trazendo transtornos para o mundo e princialmente ao Brasil.