Dezenas de imóveis do programa Minha Casa Minha Vida permanecem invadidas
qui, 18 de fevereiro de 2016 08:12Da Redação
Último registro ocorreu no residencial Portal dos Ipês
Em torno de cinquenta casas continuam habitadas ilegalmente no residencial Bella Suíça III. A invasão teve início no mês no mês de julho do ano passado e continua sendo registrada pela secretaria de Planejamento e Habitação. A titular da pasta, Eliane Gussoni, disse que o problema é recorrente. “Muitas famílias desocuparam pacificamente as casas, no entanto, novas invasões foram registradas nestes mesmos endereços. Por isso, não possuímos números exatos de residências invadidas”, explicou.

Invasão teve início no mês no mês de julho do ano passado
Na próxima semana, mais de trinta endereços do residencial devem ser sorteados. No entanto, a secretaria de Planejamento não soube informar se estas residências também estão sendo utilizadas indevidamente.
Gussoni informa que aguarda a Polícia Militar para promover reunião, que norteará sobre as medidas a serem tomadas durante a reintegração de posse. “Ainda não temos uma previsão de quando isso acontecerá. Lembrando que a prefeitura não é responsável pela retirada destes invasores. O nosso trabalho é fazer o laudo e encaminhar ao banco responsável”, esclareceu.
Segundo informações, uma residência localizada no Portal dos Ipês, também foi invadida. “Uma moradora desistiu da casa. Providenciamos toda a documentação necessária para que um dos selecionados no cadastro reserva fosse contemplado. Mas também houve invasão”, contou.
O comando do 53º Batalhão de Polícia Militar aguarda a autorização do Estado Maior em Belo Horizonte para dar continuidade ao processo, que ainda conta com outras tentativas antes da data final para o uso de força; caso necessário.
Outros órgãos, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), representantes de entidades de defesa dos Direitos Humanos, secretaria de Ação Social, acompanharão a ação da Polícia, que atuará pautada no respeito à garantia dos direitos das pessoas envolvidas.
Quanto ao apoio às famílias que ocuparam ilegalmente os imóveis, a secretária de Planejamento afirmou que, caso haja necessidade de realizar a desapropriação à força, haverá uma estrutura para auxiliá-los com a mudança. A prefeitura também estuda disponibilizar um galpão para que eles possam deixar seus móveis e pertences.
Concluída a reintegração de posse, a Caixa deverá realizar uma vistoria para avaliar o estado de conservação desses imóveis, que deverão ser entregues aos proprietários sem nenhuma dano. Se houver necessidade de reforma, o recurso será disponibilizado por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), do Programa Minha Casa Minha Vida.
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