Vereadores fiscalizam obras no canal do Córrego Brejo Alegre
sex, 9 de outubro de 2015 08:05Da Redação
Os constantes desabamentos próximo ao canal do Córrego Brejo Alegre são problemas que se repetem após períodos de chuvas intensas, assim como as obras no local, um ciclo que dura décadas. Recentemente, um deslizamento chegou a oferecer risco para os motoristas que trafegavam no cruzamento entre as avenidas Coronel Theodolino Pereira de Araújo e Minas Gerais. E novamente, uma obra emergencial foi iniciada em março e concluída em junho.

Desabamentos próximos ao canal do Córrego Brejo Alegre são problemas que se repetem ano após ano com a chegada do período chuvoso
Na quarta-feira, 7, o engenheiro Paulo Afonso da BT Engenharia, empresa responsável pela obra; o engenheiro Cláudio Paes de Almeida, assessor de projetos da prefeitura; o secretário de Obras, Odon Naves e os vereadores Cláudio Coelho (SD); José Ricardo Resende de Oliveira (PPS); Levi Siqueira (PMDB); Rafael Guedes (SD) e Wesley Lucas de Mendonça (PPS) se reuniram para falar sobre a obra.
Segundo Rafael Guedes, que deu início as tratativas, o encontro teve como objetivo fiscalizar o trabalho. “Pedi um laudo para o engenheiro José Radi, que confirmava problemas tanto na parte técnica quanto na questão do risco para os pedestres e motoristas, pois até então, não havia nenhuma proteção. Então começamos a cobrar, e depois disso colocaram grade e estão preparando a calçada,” disse.
Outro ponto que gerou questionamentos, de acordo com ele, foi um aditivo de R$ 150 mil que a obra recebeu, totalizando R$ 650 mil. “O aditivo foi publicado só ontem (dia 7) no Correio Oficial, depois de meses. A lei prevê que isso seja publicado no máximo em até 20 dias,” disse.
Na ocasião, o vereador disse que houve um começo de desentendimento e dificuldade dos vereadores para obterem respostas. “A gente não pode aceitar que depois de uma chuva forte, todo esse dinheiro vá embora. Isso é um absurdo,” afirmou.
Ele pretende submeter o laudo inicialmente apresentado para a prefeitura, bem como a resposta, a outros órgãos e profissionais da área.
Segundo o secretário de Obras, o local deve receber calçamento e na próxima semana, equipes devem começar a fixar a grama. “Agora com período chuvoso chegando é o momento ideal. A raiz da grama auxilia na contenção de encostas, ajudando a fixar a terra,” explicou.
Para ele, a solução definitiva para o problema de desmoronamentos no córrego seria a construção do Parque Linear, uma obra inicialmente orçada em R$ 60 milhões. “Em 2011 tínhamos recursos para começar, de dois convênios, um que não tinha sido aplicado no valor de 2,7 milhões de reais e outro com saldo remanescente de 1,7 milhão de reais, mas em setembro de 2012 e esse dinheiro foi devolvido para a União,” contou.
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