Meio Desligado – “Narcos” e a proibição das drogas
qua, 9 de setembro de 2015 08:00
O traficante Pablo Escobar é retratado em mais uma obra ficcional. A série “Narcos”, lançada pela Netflix já é sucesso de público e crítica. O anúncio da segunda temporada veio uma semana depois. No IMDB, a série recebeu nota de 9,3 em 10, que a coloca entre “Sopranos” e “Breaking Bad”. Quem assina a direção é o brasileiro José Padilha (Tropa de Elite).
Os 10 episódios da primeira temporada de “Narcos” narram a ascensão de Pablo Escobar (interpretado por Wagner Moura) a chefe do cartel de Medellín até se transformar no traficante mais procurado do mundo, sob a perspectiva de Steve Murphy (Boyd Holbrook), oficial da agência antidrogas norte-americana designado para capturá-lo.

“Narcos” e a proibição das drogas
No auge de seu império, a revista Forbes estimou Pablo Escobar como o sétimo homem mais rico do mundo, com seu Cartel de Medellín controlando 80% do mercado mundial de cocaína. Estima-se que chegou a faturar cerca de 30 bilhões de dólares por ano. Sua política para lidar com os negócios era emblemática: “plata o plomo” (prata ou chumbo). Aceite o suborno ou será assassinado.
Depois de uma caçada que durou 15 meses e custou algumas centenas de milhões de dólares, Pablo Escobar foi localizado e morto em um tiroteio, numa ação conjunta entre forças policiais da Colômbia com o apoio dos Estados Unidos. Isso não é spoiler, pessoal.
Mas se engana quem pensa que, de alguma forma, a captura dele amenizou o problema do tráfico internacional de drogas. Pelo contrário. Quando um líder é preso ou morto, a tendência é que os subalternos disputem entre si o controle e cartéis rivais aproveitem o momento de instabilidade para conquistar espaço. Tudo isso gera ainda mais violência.

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Ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto, mas é impossível não levar em conta o ponto de vista da LEAP – Law Enforcement Against Prohibition (Agentes da Lei Contra a Proibição). São policiais, juízes, promotores e demais integrantes do sistema penal, sejam em atividade ou aposentados, que acompanham ou acompanharam de perto todo o sofrimento e derramamento de sangue vindo da “guerra às drogas”, e que por isso, passaram a defender a legalização e regulação da produção, do comércio e do consumo de todas as drogas. O movimento começou nos EUA em 2002, mas atualmente tem adeptos em vários países.
À primeira vista pode parecer estranho, mas a LEAP defende a legalização justamente por reconhecer que a política de guerra às drogas fracassou a olhos vistos. E ainda agravou o problema. Eles fazem questão de deixar claro que legalizar não significa permissividade ou liberação geral, e sim, o fim do um mercado clandestino, naturalmente desregulado e descontrolado.

LEAP
A proibição faz as drogas custarem mais caro, ao mesmo tempo, entrega a grupos criminosos o monopólio de seu fornecimento. São eles quem regulam, controlam, produzem, vendem. Os grupos mais organizados e violentos são aqueles que se sobressaem. E no meio dos confrontos entre gangues rivais ou contra a polícia, pessoas inocentes morrem
Um dos engajados na causa da LEAP é o ex-chefe do Estado-Maior da PM, coronel Jorge da Silva. Quem quiser conhecer mais sobre o que pensa esse movimento, basta acessar o site: www.leapbrasil.com.br/missao/principios. Quem sabe assim não teremos mais Pablos Escobares por aí…
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