Segunda-feira, 16 de Março de 2026 Fazer o Login

Determinação proíbe a venda de lâmpadas incandescentes de 60 watts

sex, 3 de julho de 2015 08:05

Da Redação

Apesar de mais caras, alternativas consomem menos energia e duram mais

Desde a última quarta, 1º, estabelecimentos de todo o país deixaram de comercializar um dos itens mais comuns nos lares brasileiros. A partir de uma determinação do governo federal, a venda de lâmpadas incandescentes com potência de 60 watts está oficialmente proibida.

Tradicionais lâmpadas saem de circulação no país (Divulgação)

Tradicionais lâmpadas saem de circulação no país (Divulgação)

A medida corresponde a um processo gradativo, iniciado em 2010 com a missão de reduzir o consumo de eletricidade. Diante da baixa eficiência energética, o governo decidiu suspender a produção e importação das referidas lâmpadas em junho de 2014, colocando o prazo de um ano para que os lojistas se adequassem. Com o período expirado, consumidores devem procurar por outras opções.

Apesar de mais caras, as alternativas garantem uma eficiência ainda maior na energia consumida nas casas brasileiras. É o que explica o engenheiro José Radi Neto. Em entrevista ao Jornal Gazeta do Triângulo, ele enalteceu a mudança.

“A eficiência da lâmpada incandescente é péssima, é como um carro que faz poucos quilômetros por litro de gasolina. Funciona da mesma forma, ou seja, a lâmpada produz menos e gasta mais. Essa era uma necessidade discutida há muitos anos. Uma lâmpada de 20 watts fluorescente produz a mesma quantidade que uma de 100 watts incandescente, e gasta muito menos”, elucidou.

Nos últimos cinco anos, o governo já havia vetado a comercialização de lâmpadas incandescentes com potências de 100, 150 e 200 watts.  A partir dessa semana, aqueles que insistirem na produção ou venda dos produtos de 60 watts podem sofrer multas de R$ 100 até R$ 1,5 milhão, segundo o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

Com a proibição dos equipamentos mais comuns, a expectativa é que o preço das lâmpadas fluorescentes compactas ou as de LED sofra uma redução considerável. Embora reconheça a dificuldade em relação ao valor, José Radi destacou as alternativas.

“Vemos várias lâmpadas LED em pedágios e em postos policiais. Infelizmente, ela ainda é pouco comercializada pelos moradores em virtude do preço. Mas se trocássemos as lâmpadas de vapor, sódio, por essas novas, a taxa de iluminação pública, por exemplo, cairia para 20% do valor”, detalhou.

Conforme apurou a reportagem, a troca de uma lâmpada de 60 watts incandescente por uma de LED com luminosidade equivalente, ligada durante quatro horas por dia, deve economizar em média R$ 36 por ano na conta de luz. Em todo o país, a expectativa é que haja uma economia de 4% na energia elétrica utilizada para abastecer as residências.

ALERTA EM CASA

O próximo passo do governo será a proibição das lâmpadas incandescentes de 25 e 40watts, que devem sair de circulação a partir de junho de 2016. Apesar das determinações, José Radi alerta para o que, segundo ele, é o maior perigo para o bolso do consumidor.

“O grande vilão do consumo de energia elétrica, na verdade, é o chuveiro, que é pouco eficiente, gasta muita energia e produz menos calor. Depois dele, o que mais consome é o ferro elétrico. Esse problema ocorre pela falta de investimentos dos fabricantes em equipamentos de maior eficiência. Por isso, as pessoas devem permanecer atentas ao consumo”, orientou.

Nenhum comentário

Deixe seu comentário: