Vereador contesta projeto que beneficiaria a direção da SAE
qua, 18 de março de 2015 00:44Proposta visa aumentar salários de corpo diretivo da superintendência
DA REDAÇÃO – Nem precisou chegar à votação para um projeto elaborado pela prefeitura ganhar discussão no plenário da Câmara Municipal. Durante sessão nesta terça-feira, 17, os vereadores debateram acerca da proposta, que prevê o reajuste no salário de quatro integrantes da SAE (Superintendência de Água e Esgoto).
De acordo com o vereador Rafael Guedes (SD), apesar de não ter entrado em pauta, o projeto dificilmente deve ser aprovado pelo Legislativo. “Estamos vivendo uma crise financeira e a prefeitura apresenta uma proposta para aumentar salários. São quatro cargos que seriam contemplados. Se for para contemplar alguns, que todos os servidores sejam beneficiados. O projeto não entrou em pauta, mas pelo que comentamos na sessão acredito que será difícil aprová-lo”, adiantou.
Conforme a proposta, os setores de superintendente, superintendente-adjunto, controlador interno e gerente administrativo teriam os valores reajustados. Caso a mudança seja concretizada, os vencimentos dos cargos poderiam circular entre R$ 3.727 a R$ 7.500. Atualmente, a diferença é de R$ 1.800 a R$ 2.903.
O Executivo alega que a iniciativa implica em “corrigir uma distorção existente há muito tempo em sua estrutura indireta em relação ao padrão de vencimento base dos cargos que compõe o corpo de diretivo da SAE, além de “valorizar importantes funções públicas, haja vista que é uma autarquia dotada de autonomia administrativa e financeira, responsável pela execução da política municipal de saneamento básico e fornecimento de água”.
Ainda assim, o vereador Rafael Guedes contestou a justificativa. “A SAE é alvo de várias reclamações dos moradores. Marcamos uma inspeção há duas semanas agendada e o superintendente sequer abriu as portas para nos atender. Também há problemas com o Fundo de Participação dos Municípios, enfim, uma série de fatores que não faz sentido aceitar um projeto como esse”, completou.
Recentemente, a prefeitura teve os recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) bloqueados pela Receita Federal. A medida ocorreu em virtude da falta de pagamentos do setor previdenciário.
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