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Júri popular condena acusado de assassinar idoso em Araguari

sex, 13 de fevereiro de 2015 01:05
Sessão do Tribunal do Júri se encerrou no início da noite. Foto: Gazeta do Triângulo

Sessão do Tribunal do Júri se encerrou no início da noite. Foto: Gazeta do Triângulo

Rosemário foi condenado por homicídio qualificado

Rosemário foi condenado por homicídio qualificado

DA REDAÇÃO – O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Araguari, formado por cinco homens e duas mulheres, votou favorável à condenação de Rosemário Gonçalves de Melo, o Baianinho, pela morte de Antônio Ferreira, o Palão, em fevereiro de 2013, no bairro Novo Horizonte. Os jurados absolveram Jordany de Cassia Alves dos Santos, que se encontrava presa sob a acusação de ter participado do crime.

O Ministério Público de Minas Gerais, representado na sessão de julgamento popular pelo promotor André Luís Alves de Melo, pediu a condenação de Baianinho por homicídio qualificado, tendo em vista que matou Antônio motivado por ciúmes de Jordany, com quem teria um relacionamento amoroso e, ainda assim, a garota estaria se envolvendo com a vítima.

“Antônio Ferreira foi pego de surpresa na noite do crime pelo réu e as provas são robustas de que ele cometeu o homicídio. Por outro lado, a acusada não tinha motivos para matar a vítima e isso ficou claro nos autos”, argumentou André Luís, que novamente usou recursos de data-show para esclarecer os fatos aos jurados.

Rosemário Gonçalves pegou 13 anos e 6 meses, no regime fechado. Ele se encontra recolhido no Presídio local desde abril de 2013. Seus advogados apresentaram a tese da negativa de autoria, alegando que o acusado foi pego como bode expiatório desde o início. “Não houve ciúme algum por parte de Rosemário, até porque a própria acusada não soube dizer se era namorada dele ou se fazia programas sexuais com o mesmo. Rosemário não foi o autor do golpe que causou a morte da vítima”, disse Rafael Brasileiro, que atuou ao lado de Lucas de Sá Mendes. Eles irão apelar da sentença ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Jordany Santos – cujo alvará de soltura foi expedido, foi assistida no Tribunal do Júri pelos defensores públicos Marcelo Ribeiro Nicoliello e Augusto Luiz Fernandes de Matos Oliveira.

A sessão de julgamento se encerrou às 19h30, sob a presidência do juiz de Direito, Cassio Macedo Silva, titular da Segunda Vara Criminal da Comarca de Araguari. Cinco agentes da unidade prisional de Araguari trabalharam na escolta dos réus.

INVESTIGAÇÕES

O assassinato de Antônio Ferreira, de 66 anos, foi investigado pelo delegado Fernando Storti com os agentes civis Flávio Lúcio e Carlos Eduardo. Na tarde do dia 8 de abril de 2013, eles montaram uma operação para cumprir mandado de prisão temporária expedido pela juíza Genole Santos de Moura, localizando Rosemário Gonçalves de Melo em sua residência, na rua Calimério Borges, no bairro Novo Horizonte. Com o suspeito, ainda foram encontrados dois tabletes de maconha, 34 pedras de crack, um aparelho celular e uma pequena quantia em dinheiro. Também apreenderam uma motocicleta, cor vermelha.

Fernando Storti assegurou na época que Rosemário tinha matado Antônio Ferreira motivado por ciúmes, uma vez que sua ex-mulher namorava a vítima e ele não se conformava. “O autor nega, mas há provas concretas da sua participação e vou indiciá-lo por homicídio qualificado, representando pela prisão preventiva, pois a temporária vence em 30 dias”, declarou o delegado.

Conforme argumentou naquela ocasião, uma testemunha relatou ter visto Rosemário rondando a residência de Antônio na noite dos fatos, inclusive discutindo com o aposentado. Afirmou ainda ter deparado com o suspeito após o crime e questionou sua atitude, sendo ameaçada de morte pelo mesmo, que estava com marcas de sangues no corpo e em suas vestes.

Antônio Ferreira foi assassinado com uma facada no estomago, no dia 13, mas seu corpo foi encontrado por familiares apenas no dia 15. “O homicídio foi elucidado em duas semanas, graças ao trabalho minucioso de nossa equipe, e aguardávamos apenas a expedição do mandado para prendê-lo”, frisou Storti.

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