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Nossa sociedade incivilizada, por Mônica Dourado Furtado

qui, 23 de outubro de 2014 00:03

* Mônica Dourado Furtado

Gostaria de expor aqui algumas ideias de alguém leigo. Não sou cientista social, mas sou observadora do cotidiano.

Temos uma sociedade violenta, as emoções estão à flor da pele de cada um, sentimos uma agressividade latente em qualquer situação do dia a dia. No trânsito, no banco, no supermercado, enfim onde estivermos, perceberemos a falta de gentileza nas ações. As palavras mágicas: obrigada, com licença, desculpa, por favor, bom dia são obsoletas. A ordem do dia é ser desconfiado e rude. Quem for sensível irá sofrer e se sentir um extraterrestre.

Aí chegam meus pensamentos. Já que vivemos em uma sociedade infantil, onde as pessoas não sabem valores básicos de conduta e bons modos, então devem ser ensinadas. Melhor seria pelas famílias, mas isso não está acontecendo, então pela escola, também isso não está resolvendo. Portanto, as campanhas devem partir do poder público. Campanhas maciças de educação e gentileza ensinando como se portar no trânsito e em todos os momentos. Ao invés de apregoar o posto de saúde, que tal deixar as regras de boa convivência claras na televisão, no rádio, na internet?

Acredito na educação, sem ela não teremos o Brasil que queremos e merecemos. Ao meu ver até as regras mais básicas, como não sujar a rua, devem ser escritas e divulgadas.

Vou dar dois exemplos: em Montevidéu estive em uma livraria e lá estava escrito: quem estiver no café, não pode ler livros. Algo simples e efetivo. Na mesma cidade, em uma excursão de um dia, o guia foi claro ao dizer os horários e esclareceu que se alguém se atrasasse mais do que o horário dito, ficaria para trás. Resultado: todos foram pontuais e não houve problemas. Ou seja, regras ditas e cumpridas.

Algo tem que ser feito, eu faço a minha parte, e você?

P.S. Nem tudo está perdido. Parabéns à Prefeitura por ter, enfim, consertado os bueiros que causavam uma enchente na Av. Rui Barbosa (mesmo com muita demora) e também tive resolvidas as trocas de lâmpadas da iluminação pública após reclamação. Acredito na cobrança e no “nunca desistir”.

* Colaboradora

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