Outubro Rosa, por Priscila Diniz
sex, 10 de outubro de 2014 00:01* Priscila Diniz
Lourdes preparava mais uma das suas viagens de fim de ano com os filhos. O marido acabara de se aposentar e ela já estava de férias do escritório. Os dois filhos, Vanusa e Maurício, também entraram de férias da faculdade. Ela sempre foi uma mulher batalhadora. De família humilde, de muitos irmãos, vinha da roça, lá do Prata, onde ficou até 14 anos. Veio pra Uberlândia morar com uma tia e estudar. Estudiosa, foi fazer Direito na Universidade Federal de Uberlândia, depois casou-se com um pequeno empresário, que conheceu na época do colégio. Hoje, com 49 anos, tem seu próprio escritório.
A vida controlada permite que ajude os irmãos, vez ou outra, e até pagou a reforma da casa dos pais, lá no sítio. Lourdes sempre foi ativa e agarra com afinco tudo o que faz. É uma vencedora, com grandes conquistas no currículo da vida. Voltando à história, no final do ano passado, a advogada se preparava para ir pra Ilhéus passar férias com a família, quando sentiu uma pontada no seio esquerdo. As pontadas vinham acontecendo há algum tempo, mas ela nem ligava, afinal corpo que é corpo, fisga e dá pontada.
Na visita ao médico, que devia ser anual, mas que era lá de vez em quando, lembrou de falar das pontadas da mama. Exames seriam feitos, mas de cara, na apalpação, já havia um caroço. Os exames não deixaram dúvidas que existia um tumor maligno. Com o convênio médico, Lourdes fez o tratamento, cirurgia, quimioterapia e radioterapia, tudo muito sofrido, mas necessário. No meio deste ano, foi dada por curada. Os cabelos ainda não nasceram, ma o lenço foi abandonado há muito. A viagem para praia não é mais importante. Estar com a família, no sítio do Prata, é outro paradigma que Lourdes incorporou.
A história de Lourdes é verdadeira e se repete no mundo inteiro. O câncer de mama espreita a vida das mulheres, especialmente as de mais de 40 anos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer-INCA, o tipo de câncer mais frequente no mundo é o de mama, e também o mais comum entre as mulheres. O alerta dos médicos é que o diagnóstico precoce salva vidas.
Pensando assim, o mês de outubro passou a ser palco do movimento “Outubro Rosa” que surgiu em 1990 na cidade de Nova York. Laços cor de rosa foram espalhados pelos principais pontos públicos da cidade, chamando a atenção das mulheres para realizarem exames periódicos, como mamografia e ultrassom, para reduzir a mortalidade pela doença. Prédios das cidades do mundo inteiro estão iluminados de cor rosa, lembrando a todas nós, como são importantes os exames anuais.
Para as mulheres que dependem do serviço público de saúde, mesmo com todas as suas adversidades, é válido procurar o postinho ou a unidade de atendimento mais próxima e agendar uma consulta. A mamografia não é recomendada antes dos 25 anos porque a mama é mais suscetível à radiação nesta faixa etária. O ideal é que o exame seja feito a partir dos 40 anos, uma vez por ano, e se tiver algum caso na família, que comece a partir dos 30 anos. Então, que viva a saúde das mulheres e viva o Outubro Rosa!
* Colaboradora
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