Eleições e o controle de acesso, por Marco Antônio Barbosa
qua, 1 de outubro de 2014 00:29* Marco Antônio Barbosa
Com a chegada das eleições de 2014, a segurança, transparência e confiabilidade do pleito tornam-se assunto principal na sociedade. Garantir estes quesitos é obrigação do Supremo Tribunal de Justiça e suas comarcas espalhadas pelas cidades. E entre os vários pontos que estão debaixo das competências do TSE está o controle do acesso das pessoas aos locais de votação.
Atualmente, o controle é realizado apenas no momento da votação, no qual os documentos pessoais da pessoa que vai votar são examinados, de forma a comprovar que a pessoa é quem diz ser. Após isso, o voto acontece na cabine de votação. Entretanto, ainda assim encontramos problemas e deslizes em toda eleição.
É sabido, por exemplo, que o uso de dispositivos eletrônicos é proibido durante a votação. Mas constantemente vemos fotos das urnas e do voto das pessoas em redes sociais. Outras pessoas acabam tirando a foto para comprovar o voto em determinado candidato para receber algum benefício.
Além deste exemplo, também temos a entrada de pessoas que fazem boca de urna dentro dos locais de votação, algo que é proibido por lei. Para se ter uma ideia, de acordo com o TSE, mais de duas mil pessoas foram presas por este motivo nas eleições de 2012. Mas como evitar este tipo de situação?
Uma solução envolvendo apenas pessoas seria treinar um grupo de colaboradores e voluntários para fiscalizar a boca de urna. Outra seria reter equipamentos eletrônicos junto com o documento no momento da votação.
Pensando em estrutura, seria possível aumentar o controle de acesso por meio de detectores de metais, identificação biométrica e por catracas móveis, com identificação eletrônica por meio do título de eleitor com chip, permitindo a entrada no local apenas da pessoa que vai votar.
Existem várias maneiras de realizar este controle para garantir a segurança e fidedignidade do processo eleitoral e com o avanço da tecnologia, podemos imaginar um dia em que as pessoas poderão votar por meio de aplicativos sem sair de casa. Em tempos nos quais a população clama por mais transparência e o fim da corrupção, não devemos medir esforços para contribuir com este objetivo.
* Especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas de marketing e negócios
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