Números e inadimplência assustam comerciantes em 2014
sáb, 5 de julho de 2014 00:50ADRIANO SOUZA – Os primeiros cinco meses de 2014 não agradaram a maioria dos comerciantes que comemoraram uma reação em junho certamente aquecido pela movimentação da Copa do Mundo. Muitos deixaram de investir em produtos alusivos ao mundial para evitar ficar com produtos em estoque e acabaram sendo surpreendidos com aquecimento do comércio supostamente impulsionado pela classificação da seleção na primeira fase.
Se junho foi bom pelo menos para alguns em relação aos meses anteriores, a primeira semana de julho fez a luz amarela voltar a acender novamente com a queda nas vendas e a inadimplência que preocupa cada vez mais. Na última segunda-feira, 30 o governo federal manteve a redução do IPI – Imposto Sobre Produtos Industrializados para garantir um segundo semestre melhor. Assim como em qualquer outra cidade, a falta de geração de emprego preocupa o comércio em geral.
A reportagem da Gazeta do Triângulo ouviu dez comerciantes de setores diferentes que estão preocupados com a atual situação do país. O movimento dos consumidores nas lojas do País caiu 3,2% em junho na comparação com maio, descontados os efeitos sazonais, informou a Serasa Experian. Antes de junho do ano passado, foi registrada alta de 0,7%. A instituição apurou, por meio do Indicador de Atividade do Comércio, que no acumulado do primeiro semestre o movimento dos consumidores no comércio cresceu 3,6% em relação ao mesmo período de 2013.
Em junho comparado a maio, a diminuição do movimento está relacionada aos feriados decretados em razão da Copa do Mundo, avaliam os economistas da Serasa. Além disso, a instituição aponta, em nota, a elevação das taxas de juros, a menor geração de empregos e as incertezas com a economia como fatores que fizeram diminuir o número de consumidores.
Apenas o segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios manteve estabilidade no comércio na passagem de maio para junho. Todos os demais tiveram redução na movimentação de consumidores: material de construção (-13,1%), combustíveis e lubrificantes (-12,3%), veículos, motos e peças (-6,4%), supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-4,2%) e móveis, eletroeletrônicos e informática (-3,0%).
Semestre
No primeiro semestre, a alta no varejo foi puxada pelo setor de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (3,7% contra igual período de 2013). Na sequência, vêm combustíveis e lubrificantes (3,0%), material de construção (2,4%), móveis, eletroeletrônicos e informática (0,5%) e veículos, motos e peças (0,3%). Apenas o setor de tecidos, vestuário, calçados e acessórios registrou queda ante 2013, de 3,4%.
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