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#Compaixão – A verdade do reconhecimento

qui, 3 de julho de 2014 09:22

juliano fabricioJULIANO FABRICIO

“Por favor, sejam gentis com as ovelhas. Eles não se aproximarão se vocês os amedrontarem”.palavras de um guia. 

Quando os olhos de Jesus observavam as ruas e ladeiras, ele sentia compaixão porque as pessoas estavam desorientadas. Ele lamentou por Jerusalém. Suas palavras não vinham carregadas de repreensão e humilhação, castigo e moralismo, acusação e condenação, ridicularização e depreciação, ameaça e chantagem, avaliação e rotulagem. Sua mente era constantemente habitada pelo perdão de Deus. Ele tomou a iniciativa de procurar os pecadores e justificou sua incrível facilidade e familiaridade com eles por meio de parábolas de misericórdia divina.

A mulher flagrada em adultério, nem mesmo perguntou se estava arrependida. Nem exigiu uma firme decisão de se corrigir. Não lhe fez uma preleção sobre as severas conseqüências de uma futura infidelidade. Ele viu sua dignidade como ser humano prestes a ser destruída pelos presunçosos fariseus. Depois de lembrá-los de sua participação na culpa da mulher, ele olhou para a mulher, a amou, perdoou e advertiu para que não pecasse mais.

“Ser amado é ser olhado de tal maneira que a verdade do reconhecimento* é revelada”

Um cristão que não apenas vê, mas olha o outro, comunica àquela pessoa que ela está sendo reconhecida como ser humano em meio a um mundo de objetos impessoais como alguém, não algo. Se essa simples verdade fosse praticada nas relações humanas, talvez pudéssemos eliminar grande parte dos obstáculos para se viver igual a Jesus. Pois este é o próprio fundamento da justiça: a capacidade de reconhecer o outro como ser humano no qual brilha o sinal do Cordeiro em sua testa.

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