DIREITO E JUSTIÇA – 15 DE OUTUBRO
qui, 15 de outubro de 2026 08:00
O Clima Político Agora é de “Barata Voa”:
– Coluna Direito e Justiça – 15.10.2026 – Rogério Fernal .`.
Barata voa…! Injustiça…! Basta…! Estamos fartos de vocês.
A expressão “barata voa”:
– A expressão quotidiana “barata voa” significa uma situação de caos, pânico geral, descontrole ou confusão em que as pessoas correm para lados diferentes sem saber o que fazer.
– Já a expressão “tocou barata voa”, que existe no meio ou jargão militar, não se refere precisamente a um toque oficial de corneta ou clarim do quartel, mas significa o surgimento de uma situação imprevista e grave ou mesmo de caos repentino, causando pânico e confusão na tropa, onde ninguém sabe exatamente o que fazer.
Origem da expressão:
A referência vem do comportamento caótico que acontece em um ambiente, quando uma barata “decide” voar. O voo delas é desgovernado e imprevisível, ou seja, não tem uma direção precisa. Isso, somado ao pavor natural e ancestral que os humanos nutrem por tais insetos, faz com que as pessoas presentes entrem em desespero, gritem e corram assustados para todos os lados possíveis.
A brincadeira infantil:
– Originalmente, também nomeia uma velha brincadeira de roda ou recreativa, em que alguém pega um objeto de surpresa, joga para o alto, gritando: “barata voa?” E os outros respondem: “voa!” E todos tentam agarrar o objeto, formando-se uma grande confusão.
“A Verdade desmaia, mas nunca morre”:
– A frase “a verdade desmaia, mas nunca morre” (ou variações como “a verdade às vezes desmaia, mas não morre nunca”) é uma expressão popular e metafórica, usada para significar que, por mais que os fatos sejam ocultados, distorcidos ou temporariamente abafados, eles acabam por vir à tona com o passar do tempo. A verdade sempre encontrará o seu caminho para aparecer e resplandecer. Parece-me que chegou o tempo de “barata voa” aqui no Brasil.
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“Políticos São Como Fraldas”:
A frase acima é atribuída ao escritor português Eça de Queiroz, autor de Os Maias. Esta é a versão que circula nas redes sociais; mas será que é verdadeira? Pode ser que sim e pode ser que não. Como quer que seja, eu me atrevo a dizer que a comparação tem razão de existir e é bem merecida e adequada para a maioria dos políticos de meia pataca, que enganam o povo, que exercem o poder pelo poder e que “fraudam” os seus mandatos.
De fato, as “fraldas” ficam sujas frequentemente e têm que ser trocadas. Assim também têm acontecido entre nós, porque os “nossos políticos”, geralmente muito mal escolhidos pelo eleitor, sujam-se e emporcalham-se tanto e com tamanha habitualidade que, por vezes, nem mesmo trocá-los por outros tem sido suficiente. A desfaçatez deles, os políticos safados depois de eleitos, é tanta que chegam a jogar na cara do eleitor que safado é ele, o eleitor, por ter vendido o voto ou acreditado nas promessas mirabolantes e inexequíveis que são feitas durante as campanhas eleitorais. Quem tem razão? Vejam:
- Quando um político diz que acabaria com a pobreza, certamente quis referir-se à sua (dele)….!
- “Ele rouba, mas faz”. Houve época em que essa máxima valia aqui no Brasil. Melhor, ainda vale, e o pior é que muitos acreditam…!
- Venda seu voto, mas vote em outro. Que forma vergonhosa de orientar. Vergonhosa e criminosa, visto que constitui apologia ou incitamento ao crime…!
- Cortem os vencimentos, as verbas de gabinete e indenizatórias, as emendas parlamentares, as ajudas de custo e iremos ver quantos candidatos restarão para a disputa eleitoral.
- Se houvesse uma prova simples de conhecimentos básicos, coisa mínima, eu estimo que pelo menos 80% desses pré-candidatos não passariam nela. São na maioria semianalfabetos e geralmente analfabetos funcionais.
- Não se exige diploma para uma candidatura. Correto. Mas precisam ser tão tapados assim? A cupidez pelas mordomias é descarada demais.
- É difícil mudar. Somente através de uma educação de alta qualidade e massificada é que poderíamos reverter esse lamentável quadro vigente. Demandaria pelo menos duas gerações, ou 50 anos. E nem começamos…!
- Nenhuma lei irá resolver a situação do nosso país. Há que se fazer uma nova Constituição para o país, e que ela seja enxuta, objetiva, prática, atualizada, realista e útil. E principalmente: que seja cumprida e guardada por quem tem a obrigação de defende-la. Não como se faz agora…!
FONTE: Coluna DJ: — “Políticos São Como Fraldas”, de 11.07.2024.
“O Analfabeto Político é o Pior de Todos”:
Figuras:
1ª) – À esquerda (em cima):
– Você não entende? Mas vendeu o seu voto. Você é tão culpado quanto eles. Hipócrita!
2ª) – À direita:
– Os maus políticos chafurdam nas suas mordomias, e o povo brasileiro sofre privações.
3ª) – À esquerda (em baixo):
– Sem uma educação de qualidade e sem a valorização do professor, o Brasil não tem futuro.
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O Analfabeto Político:
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio, depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito, dizendo que odeia a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política nascem a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos, que é o político. Vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo (Bertolt Brecht).
No Caminho com Maiakóvski:
Na primeira noite, eles se aproximam Até que um dia,
e roubam uma flor o mais frágil deles
do nosso jardim. entra sozinho em nossa casa,
E não dizemos nada. rouba-nos a luz, e,
Na segunda noite, já não se escondem; conhecendo nosso medo,
pisam as flores, arranca-nos a voz da garganta.
matam nosso cão. E já não podemos dizer nada!
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Observações:
“No Caminho com Maiakóvski” é um livro, contendo poesias de Eduardo Alves da Costa (obra publicada até 1986). O poema em si tem como objetivo precípuo o de denunciar a violência e a intolerância da ditadura militar pela qual o Brasil acabara de passar.
Foi escrito na década de 1960 e é o mais popular do escritor carioca. Muitas pessoas ainda confundem a autoria do poema com o poeta russo Vladimir Maiakóvski. No entanto, embora inspirado nele, nada mais tem a ver, porquanto é bem tupiniquim. O trecho acima transcrito é muito popular e ainda hoje estampa muitas camisetas e ilustra muitas situações reais vivenciadas novamente em nosso país. Então, como é que eu definiria, ou resumiria, estes versos? Assim:
– Medo de tudo e de todos; em suma, a covardia que nos paralisa e incapacita para reagir contra os atos arbitrários e abusivos sejam eles de quem forem ou venham de onde vierem”.
FONTE: Coluna DJ — “O Analfabeto Político é o Pior de Todos”, de 13.02.2025.
Araguari – MG, 15 de outubro de 2026.
Rogério Fernal .`.
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