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Araguari, o vôlei e uma mulher que não mede esforços para fazer a diferença

qui, 17 de setembro de 2026 08:00

Da Redação

Legenda: Larissa Cafrune: Uma mulher que faz a diferença quando o assunto é voleibol de sucesso.

 

Por trás de cada grande evento esportivo existe uma história. E, quase sempre, existem pessoas que trabalham muito antes de a bola subir, muitas vezes longe dos holofotes, para que tudo aconteça da melhor maneira possível. Em Araguari, quando o assunto é voleibol, uma dessas histórias tem nome, sobrenome, dedicação, emoção e, por que não, algumas lágrimas pelo caminho: Larissa Cafrune.

 

O voleibol representa hoje uma das grandes forças do esporte araguarino. A cidade conquistou respeito, passou a ser reconhecida nacionalmente e, mais do que isso, tornou-se palco de grandes competições que colocam Araguari no mapa do esporte brasileiro e sul-americano.

 

Existe muito trabalho por trás de cada competição, de cada atleta que chega à cidade, de cada equipe que veste uma camisa, de cada torcedor que ocupa uma arquibancada e de cada grande evento que transforma Araguari, por alguns dias, na capital do voleibol.

 

E é justamente nesse ponto que precisamos reconhecer o trabalho de pessoas que, ao longo dos anos, não mediram e continuam não medindo esforços para que o voleibol siga crescendo, sendo respeitado e, principalmente, levando o nome de Araguari para além das nossas fronteiras. Na última semana, tivemos mais uma prova concreta dessa realidade.

 

A realização de mais uma edição do Sul-Americano de Vôlei Masculino Sub-19 mostrou, novamente, a capacidade de Araguari de receber um evento de enorme importância. Grandes seleções, jovens talentos, profissionais de diferentes lugares e uma competição de alto nível movimentaram a cidade e deram ao público araguarino a oportunidade de acompanhar de perto aquilo que há de melhor no voleibol sul-americano de base.

 

Um evento dessa dimensão não acontece simplesmente porque alguém decidiu colocá-lo no calendário. Há planejamento. Há articulação. Há dedicação. Há problemas que precisam ser resolvidos, detalhes que não podem passar despercebidos e uma infinidade de situações que o público sequer imagina.

 

E, no meio de tudo isso, estão pessoas que fazem acontecer. Poderíamos citar vários nomes importantes. E certamente ainda teremos oportunidade de fazer isso. Afinal, o voleibol de Araguari é resultado de um trabalho coletivo, construído por lideranças da cidade, dirigentes, treinadores, atletas, profissionais, colaboradores, apoiadores e tantas outras pessoas que acreditaram e continuam acreditando que a nossa cidade pode ocupar um lugar de destaque no cenário esportivo.

 

Mas, nesta edição, este colunista decidiu fazer uma escolha. Hoje, o foco é Larissa Cafrune. “Uma dedicação que vai muito além do trabalho”. Quem acompanha de perto o voleibol de Araguari sabe que Larissa não é apenas mais um nome envolvido com o esporte. Ela se tornou parte da própria história do voleibol da cidade.

 

É daquelas pessoas que estão presentes quando tudo está dando certo, mas também, e talvez principalmente, quando aparecem os problemas. Quando é preciso correr atrás, organizar, resolver, insistir, conversar, buscar alternativas e fazer acontecer. E ela faz isso com uma característica que talvez seja a sua principal marca: “não mede esforços”.

 

Larissa dedica boa parte da sua vida ao voleibol de Araguari. E essa dedicação não pode ser medida apenas pelo número de competições realizadas, pelos eventos organizados ou pelos resultados alcançados.

 

Ela está naquilo que quase não aparece. Está nos bastidores. Está nas preocupações antes de um evento começar, nos detalhes que precisam ser ajustados, nas responsabilidades que precisam ser assumidas e naquele sentimento de que tudo precisa sair da melhor maneira possível.

 

E quem trabalha com esporte sabe: não existe evento perfeito sem que alguém tenha se preocupado com as imperfeições antes. Talvez seja impossível falar de Larissa Cafrune sem usar a palavra incansável. Porque, quando ela acredita em alguma coisa, não costuma fazer pela metade. Ela vai atrás. Insiste. Tenta novamente. Procura uma solução.

 

E, quando parece que não há mais caminho, provavelmente ela ainda encontrará algum. É justamente esse tipo de comportamento que faz diferença quando uma cidade decide receber grandes eventos esportivos. Araguari não pode apenas ser uma cidade que recebe competições. Precisa estar preparada para recebê-las. Precisa oferecer estrutura, organização e, acima de tudo, pessoas dispostas a fazer com que atletas, comissões técnicas e dirigentes encontrem aqui um ambiente à altura da importância de cada competição.

 

E Larissa tem papel importante nessa construção. Mas seria injusto contar essa história sem falar de uma característica que quem convive com ela certamente conhece muito bem. Larissa também é chorona.

 

E aqui o termo é usado com todo carinho. Porque, no esporte, quem se emociona é quem se importa. As lágrimas que aparecem depois de uma conquista, durante um momento especial ou diante de alguma situação particularmente difícil também contam uma história.

 

Contam que existe sentimento. Que existe envolvimento. Que existe amor pelo que se faz. Talvez por isso as lágrimas de Larissa sejam tão simbólicas. Elas mostram que, para ela, o voleibol nunca foi apenas uma atividade profissional ou uma obrigação. Existe paixão. Existe pertencimento. Existe orgulho de ver Araguari recebendo grandes competições e sendo respeitada por aquilo que consegue entregar.

 

E, quando tudo dá certo, talvez venha aquela lágrima que denuncia o quanto foi difícil chegar até ali. A última edição do Sul-Americano Masculino Sub-19, realizada em Araguari, foi mais uma dessas oportunidades de mostrar o potencial da cidade.

 

Receber uma competição internacional dessa importância é motivo de orgulho para qualquer município. Para Araguari, é também a confirmação de uma trajetória. Não estamos falando de um acontecimento isolado. Estamos falando de uma cidade que, graças ao trabalho de muita gente, passou a fazer parte do circuito de grandes competições do voleibol.

 

E, quando uma competição como essa termina, com a quadra desmontada, as equipes retornando para suas cidades e a rotina voltando ao normal, existe um grupo de pessoas que continua trabalhando.

 

São aqueles que já começam a pensar no próximo evento. No próximo campeonato. Na próxima oportunidade. E é aí que nomes como o de Larissa Cafrune ganham ainda mais importância. Porque o verdadeiro legado não está apenas em realizar um grande evento. Está em criar condições para que o próximo seja ainda maior.

 

Por isso, nesta edição, este colunista deixa de lado por alguns instantes os resultados, as tabelas, os jogos e as estatísticas para falar de gente. De gente que faz o esporte acontecer. E, especialmente, de uma mulher que colocou boa parte de sua vida a serviço do voleibol de Araguari. Larissa, o esporte araguarino deve muito a você.

 

O nosso voleibol deve ainda mais.

 

Obrigado pela dedicação.

 

Obrigado pela insistência.

 

Obrigado pelas horas de trabalho.

 

Obrigado por não desistir quando as coisas ficam difíceis.

 

Obrigado por acreditar que Araguari pode continuar sendo referência.

 

E obrigado, inclusive, pelas lágrimas, porque elas também fazem parte dessa história. Que venham novos campeonatos, novos eventos, novos desafios e novas conquistas. E que, atrás de cada um deles, continue existindo essa Larissa incansável, dedicada, apaixonada pelo vôlei e, vez ou outra, chorona que todos nós aprendemos a conhecer.

 

Porque o voleibol de Araguari tem seus protagonistas. Mas alguns deles merecem, de vez em quando, sair dos bastidores e receber o aplauso que ajudaram a construir.

 

“Hoje, o aplauso é para você, Larissa Cafrune. Araguari agradece. O voleibol agradece. E este colunista também”. Gratidão sempre!

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