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Prefeitura intensifica ações de combate à dengue e chikungunya em Araguari

ter, 17 de março de 2026 08:00

Da Redação

Foto 1: Força-tarefa da Prefeitura amplia horário de atuação para alcançar imóveis fechados.

A dengue e a chikungunya fazem parte do grupo das arboviroses, doenças causadas por vírus transmitidos por mosquitos. No Brasil, o principal vetor dessas enfermidades é a fêmea do mosquito Aedes aegypti. A dengue é provocada por quatro sorotipos do vírus — DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 — pertencentes à família Flaviviridae.

Fatores como a urbanização acelerada, o crescimento desordenado das cidades, falhas no saneamento básico e as condições climáticas favorecem a proliferação do mosquito e aumentam o risco de transmissão dessas doenças. A dengue apresenta padrão sazonal, com maior incidência de casos entre os meses de outubro e maio.

A doença é caracterizada por febre alta de início repentino e sintomas como dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, cansaço, náuseas e manchas vermelhas pelo corpo. Embora a maioria dos pacientes se recupere, alguns casos podem evoluir para formas graves, principalmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

Após os primeiros dias de febre, é necessário ficar atento aos chamados sinais de alerta, que podem indicar agravamento do quadro. Entre eles estão dor abdominal intensa, vômitos frequentes, tontura, dificuldade para respirar, sangramentos no nariz ou gengivas e cansaço excessivo. Nesses casos, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.

O tratamento da dengue é baseado principalmente na hidratação e no acompanhamento médico. O paciente deve manter repouso, ingerir bastante líquido e evitar a automedicação. Ainda não existe um tratamento específico para a doença, e a maioria das complicações pode ser evitada com diagnóstico e atendimento adequados.

A chikungunya também é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e tem como principal característica dores intensas nas articulações, que podem ser incapacitantes. O vírus foi identificado nas Américas em 2013 e chegou ao Brasil em 2014. Atualmente, todos os estados registram transmissão da doença.

Entre os sintomas mais comuns da chikungunya estão febre, dor de cabeça, dores musculares, manchas vermelhas pelo corpo, náuseas, vômitos, dor nas costas e forte dor nas articulações, podendo ocorrer também inchaço nas articulações e coceira na pele. A doença pode evoluir em três fases: aguda, que dura de 5 a 14 dias; pós-aguda, de 15 a 90 dias; e crônica, quando os sintomas persistem por mais de três meses.

O tratamento da chikungunya é feito de acordo com os sintomas e inclui analgesia, hidratação e acompanhamento médico. Em alguns casos, pode ser indicada fisioterapia para auxiliar na recuperação das articulações.

Em caso de suspeita de dengue ou chikungunya, é essencial procurar uma unidade de saúde para diagnóstico correto e orientação médica. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e a automedicação deve ser evitada, pois pode agravar o quadro clínico.

Além do atendimento médico, a prevenção continua sendo a principal forma de combate às arboviroses. Entre as medidas recomendadas estão o uso de telas em janelas, aplicação de repelentes em áreas com transmissão, eliminação de recipientes que possam acumular água, vedação de caixas d’água e limpeza de calhas e ralos.

Nesse sentido, a Prefeitura de Araguari, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que as visitas rotineiras dos agentes de combate às endemias continuam sendo realizadas das 7h às 13h, com o objetivo de orientar a população, identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue e da chikungunya.

Diante do aumento de casos e da necessidade de ampliar as ações de prevenção, o município iniciou também uma força-tarefa especial que será realizada nas próximas duas semanas, às terças e quintas-feiras, das 16h às 18h. O horário poderá ser ampliado conforme a necessidade das equipes.

A ação tem como objetivo visitar imóveis que geralmente permanecem fechados durante o horário convencional de trabalho, permitindo que os agentes tenham acesso a mais residências e ampliem a fiscalização e a orientação à população.

A Secretaria de Saúde reforça a importância da colaboração dos moradores, permitindo a entrada dos agentes devidamente identificados e mantendo quintais e terrenos limpos, sem água parada. O combate ao mosquito Aedes aegypti é uma responsabilidade de todos, e pequenas atitudes no dia a dia fazem grande diferença para proteger a saúde da população.

Foto 2: Combate ao Aedes aegypti depende da colaboração da população com quintais limpos e sem água parada.

 

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