Residência na Aurélio de Oliveira tem risco de desabamento
qui, 12 de junho de 2014 03:41
Uma das primeiras residências construídas no município, localizada em rua próxima a igreja Matriz.
Foto: Gazeta do Triângulo
Ministério Público intervém
DA REDAÇÃO – Na última semana, a reportagem esteve na casa de Maria das Dores de Fátima Oliveira, que mora com a mãe, de 90 anos de idade, numa das primeiras residências construídas no município, situada na rua Aurélio de Oliveira.
Em entrevista, a filha, professora aposentada, falou sobre os problemas que tem tirado seu sossego. “Fui chamada no Ministério Público para abrir mão da minha casa, que tem risco de desabar. No entanto, não tenho condições nem de restaurar, nem de me mudar. Estou me sentindo pressionada”, desabafou.
Segundo informou, há alguns anos, representantes da prefeitura a procuraram com o objetivo de transferi-las para um local seguro enquanto a casa fosse restaurada. “O bairro é muito distante, e como estamos idosas e debilitadas, precisamos contar com a ajuda de pessoas próximas, por isso não aceitamos”, explicou.
Diante da problemática de que o imóvel corre risco de desabamento, a curadoria das Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais e Idosos do Ministério Público por meio da promotora de Justiça Cristina Fagundes Siqueira tem realizado diversas audiências.
“Recebemos a denúncia de que as idosas estavam em situação de risco, pois residiam sozinhas sem condições de autocuidado e a possibilidade de a casa desabar”, confirmou a promotora.
Segundo destacou, O CREAS foi oficiado, e acompanha há algum tempo o assunto, buscando solução para a casa inventariada pelo Patrimônio Histórico.
“Também apuramos que havia sido feita uma análise por engenheiros e arquitetos da Faec concluindo que precisava de restauração, pois o telhado apresentava risco de desabamento”, afirmou a promotora.
Em todas as propostas apresentadas pela promotora nenhuma foi acatada pelas idosas, dentre as soluções, seria a restauração do local, no entanto, Maria das Dores disse em audiência que não tem condições de arcar com as despesas.
Conforme estipulado pela Faec, o valor estimado da restauração ficaria em torno de R$ 150 mil, inviável para as senhoras que são aposentadas, e possuem renda de aproximadamente R$ 2 mil por mês, sendo concluído que o fundo municipal não teria condições de arcar com todas as despesas.
Além do risco de desabamento, havia uma análise social, constatando que elas não poderiam permanecer sozinhas em razão da dificuldade do autocuidado, e ainda, a filha não tem condições de cuidar sozinha da mãe, que está doente.
Diante da notícia de que elas se negavam em deixar o imóvel mesmo com o laudo condenando a casa, a promotora pediu avaliação médica das duas para a possibilidade de interdição.
Até agora o laudo não ficou pronto, mas a notícia obtida na tarde desta quarta-feira é de que as senhoras optaram pelo abrigo. “A nossa preocupação é evitar maiores transtornos, tanto em relação ao risco de desabamento da casa quanto da qualidade de vida dessas moradoras”, concluiu.
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Cadê os empresários de Araguari, que se dizem tão solidários com as causas sociais? Levantem o traseiro das igrejas e façam o que realmente remete solidarismo. Comparecer as missas aos domingos não reflete humildade, o que demonstra compaixão pelos desfavorecidos e arregaçar as mangas nessas horas, que deixam claras as necessidades das pessoas.Alguns de voces se habilitam a ajudar com ações concretas?
é um absurdo os órgão competentes não fazerem nada, vai la e inventaria a casa, e os proprietário que tem que arcar. já que foi inventariada , porque os próprios órgãos competente não toma atitude de ajudar? estou vivendo esse mesmo impasse!!!