Coluna: Saúde Alerta (09/07)
sáb, 9 de julho de 2022 11:07Qual a relação teste de bafômetro e câncer de pulmão?
Um estudo publicado em maio no periódico The Lancet e ClinicalMedicine relata que a análise de ar expirado (como é feito por “bafômetros”) está cada vez mais próxima de se tornar uma ferramenta de rastreamento de câncer de pulmão.
A ferramenta foi utilizada com sucesso para identificar, em 84 pacientes, 16 compostos orgânicos voláteis (COVs) cancerígenos relacionados ao câncer de pulmão, tais como aldeídos, hidrocarbonetos, cetonas, ácidos carboxílicos e furanos, sendo que alguns deles são utilizados na produção de itens domésticos comuns, como móveis, carpetes e pisos de madeira.
Espera-se que o teste seja primeiramente destinado ao rastreamento primário do câncer de pulmão, não ao diagnóstico definitivo.
Embora o diagnóstico e o tratamento precoces sejam fundamentais para aumentar a sobrevida no câncer de pulmão, a detecção oportuna da doença é desafiadora devido à ausência de manifestações clínicas e biomarcadores específicos. Fazer o rastreamento com tomografias anuais é caro e leva à exposição à radiação.
A análise de ar expirado é considerada um método promissor para detecção e rastreamento de câncer de pulmão.
Qual é o potencial destes testes?
As avaliações clínicas ainda estão em fase inicial. Por isso, vários anos serão necessários para saber se os resultados são promissores ou não.
A ciência por detrás do teste, em si, não é nova.
Vários pesquisadores em todo o mundo já investigam a possibilidade de usar bafômetros para detectar diversos tipos de câncer há anos, inclusive o câncer de pulmão.
Há diversas indicações de que os testes de respiração podem ser usados para detectar sintomas pré-cancerosos, mas ainda não está claro o quão acurados estes testes são.
Para ser usado de forma massiva, estes testes terão de se mostrar sensíveis o suficiente para evitar diagnósticos errados e falsos resultados positivos.
Em resumo, ainda há um longo caminho a ser percorrido e muito mais pesquisa é necessária antes que testes de respiração comecem a aparecer nos consultórios dos clínicos gerais.
É possível ainda que cães também sejam usados para “farejar” os odores presentes no câncer e em outras doenças, como o Mal de Parkinson.
Como funciona o teste?
Quando estão funcionando normalmente, as células que formam o nosso corpo liberam moléculas chamadas compostos orgânicos voláteis (VOCs, na sigla em inglês).
Mas, quando atingidas pelo câncer ou por outras doenças, o comportamento normal das células é alterado: elas parecem produzir estas moléculas num padrão diferente, inclusive com outro odor.
O que os pesquisadores estão tentando saber é se esses padrões e cheiros podem ser identificados pelo tal bafômetro, se podem ser diferentes para cada tipo de câncer e se podem ser percebidos já nos primeiros estágios da doença.
Os testes de respiração são uma tecnologia com o potencial para revolucionar a forma como detecta e diagnostica o câncer no futuro.
Vale ainda ressaltar que apesar do avanço das tecnologias na área da medicina , a prevenção ainda continua sendo o melhor remédio .
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