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Chuvas do início do ano elevam o nível de água do reservatório de Emborcação

sáb, 5 de março de 2022 08:50

Da Redação

Casa de máquinas da usina Emborcação

Uma imagem que há muito tempo não era vista são os quase 477km² alagados do reservatório de Emborcação, a maior usina hidrelétrica gerida pela Companhia Energética de Minas Gerais S.A (Cemig). A barragem se estende por 1,5km de comprimento. O reservatório abrange as cidades de Abadia dos Dourados, Araguari, Cascalho Rico, Douradoquara, Estrela do Sul, Grupiara e Monte Carmelo, no estado de Minas Gerais.

Já em Goiás, a usina atende os municípios de Catalão, Davinópolis, Ouvidor e Três Ranchos. Em fevereiro o volume útil do reservatório atingiu 51,68% da capacidade, algo bastante diferente do menor índice dos últimos 20 anos, 8,58% registrado em dezembro de 2020.

“Realmente é o melhor armazenamento que nós tivemos, desde 2012. Pegando esse histórico mais logo, estamos em uma situação mais confortável. O reservatório de Emborcação foi dimensionado como uma caixa d’água, do rio Paranaíba, então ajuda o armazenamento de Itumbiara e São Simão. Essas usinas que estão na cascata do rio Paranaíba, dependem também da água que está estocada na região de Emborcação. Aproveitamos o cenário de abundância que tivemos neste ano e conseguimos construir essa poupança” disse o engenheiro de planejamento hidroenergético da Cemig, Diogo Carneiro Ribeiro Bueno.

A hidroelétrica de Emborcação iniciou as suas atividades em 1982. Em julho de 2021 a distância das comportas, até a água demostrava que a região vivia uma situação delicada. Os paredões de pedra estavam evidentes, a vegetação próxima estava seca. O reservatório estava cerca de 30 metros abaixo da capacidade, o que gerou uma crise hídrica.

Esse tipo de crise é consequência dos baixos níveis de água nos reservatórios, no momento em que deveriam estar normais para atender as demandas da população. Dentre as principais causas, estão: aumento do consumo de água; desperdício de água e redução do nível das chuvas. Esses fatores podem gerar a redução da oferta de alimentos, comprometimento do fornecimento de energia, diminuição na oferta de água e impactos na economia.

As chuvas do início de 2022 foram importantes para mudar a situação e melhorar a paisagem. Atualmente, perto das comportas tem água chegando a mais de 10 metros de altura, os paredões estão submersos e vegetação não está seca. São 45 metros tomados pela água, que tem súbito em média 2 metros por semana.

Em Nova Ponte, no dia 17 de dezembro de 2021, o nível do reservatório estava em 14,16%, um pouco acima dos 10,52% registrados em setembro do mesmo ano. De acordo com dados do operador nacional do sistema, em fevereiro deste ano, o índice chegou a 40, 91%.

Para o especialista em recursos hídricos e professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Silvio Carlos Rodrigues, apesar das represas estarem mais cheias, o momento ainda não é de tranquilidade. “Nós temos que ter consciência de que essa situação é temporária. A quantidade de água que está sendo acumulada agora, será usada para gerar energia e a represa vai abaixar. Essa é a realidade de sistemas que tem usos múltiplos, geração de energia e consumo de água”, declarou Silvio Carlos.

Segundo o engenheiro de planejamento hidroenergético da Cemig, Diogo Carneiro, anteriormente as distribuidoras de energia arcaram com os prejuízos da crise hídrica e agora estão recuperando o que foi gasto desde o ano passado. Para não ter um reajuste muito alto, foi feita a política de bandeiras tarifárias extraordinárias. Quando houver equilíbrio financeiro das distribuidoras, voltaremos a ter um cenário mais normalizado.

1 Comentário

  1. Edvaldo disse:

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