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Municípios criam protocolos que preveem uso de remédios contra a Covid-19

qui, 2 de julho de 2020 11:23

Da Redação

Pelo menos 68 projetos de vacinas foram iniciados em todo o mundo, visando identificar um agente de imunização para a doença. Por enquanto, não há medicamentos ou terapias aprovadas pelas autoridades médicas e sanitárias para prevenir ou tratar a covid-19 no Brasil ou em qualquer outro país. As abordagens atuais baseiam-se em controlar sintomas, prevenir infecções e tentar evitar o avanço da doença. Diante disso, profissionais da saúde têm buscado alternativas nos últimos meses, utilizando medicamentos ativos já existentes ou desenvolvidos.

Dentre os medicamentos mais procurados nas farmácias nos últimos dias está a ivermectina

Dentre os medicamentos mais procurados nas farmácias nos últimos dias está a ivermectina

 

Dentre as opções mais conhecidas está a hidroxicloroquina, que ainda divide opiniões, devido os efeitos colaterais que ainda são desconhecidos para a referida enfermidade. O medicamento é de uso controlado, que tem efeito imunomodulador — fornece aumento da resposta imune contra determinados microrganismos—, e por isso é usada para tratar doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, e até malária.

Outro remédio que ganhou destaque nas últimas semanas é a ivermectina, que se trata de um remédio usado para infecções causadas por vermes e parasitas, e que ganhou destaque a partir do mês de abril, depois de um estudo da Biomedicine Discovery Institute (BDI), em Melbourne (Austrália), publicado na Antiviral Research, indicando que o medicamento foi capaz de conter o avanço e inibir a replicação do SARS-CoV-2 (Covid-19) em teste in vitro (em laboratório).

Diante disso, várias cidades têm buscado utilizar esses fármacos em tratamentos da doença. É o caso de Uberlândia, por exemplo, que nesta semana aprovou um protocolo de atendimento para a covid-19 que vai desde a fase precoce até os quadros mais graves. Em entrevista, o prefeito Odelmo Leão cita o uso dos dois medicamentos, que estão disponíveis gratuitamente nas farmácias da rede municipal. O protocolo é um documento com orientações sobre a doença, sintomas, uso dos medicamentos em cada fase, exames necessários se for o caso, entre outras.

Além disso, o documento reforça que a Hidroxicloroquina e Ivermectina estão disponíveis nas farmácias da rede municipal para fornecimento gratuito a pacientes que têm receitas obtidas tanto no atendimento público quanto no privado.

Em Araguari, uma solicitação parecida foi realizada pelo vereador Douglas Tiboquinha (PSB) que pede que a prefeitura realize a distribuição gratuita do medicamento. Para falar sobre o assunto, a reportagem entrou em contato com o edil, que confirmou a informação. Ele ressaltou ainda estar trabalhando para que seja efetivado o mais rápido possível. “Eu como vereador, desejo ver o comércio reaberto e os trabalhadores empregados. Mas espero que os leitos estejam funcionando para atender os doentes. Eu trabalho para isso, mas que não depende só de mim e sim da administração pública,” afirmou.

Em contrapartida, a Secretaria Municipal de Saúde, por sua vez, informou que ainda não há informações sobre a solicitação. Em contato com algumas farmácias da cidade, a reportagem foi informada ainda que aumentou a procura pelas medicações e que, diante disso, enfrentam a falta dos medicamentos, principalmente da ivermectina. “Temos recebido uma maior procura pelos medicamentos, mas é importante que a população tenha em mente que não é seguro fazer uso de medicação sem o acompanhamento médico. Também não há como afirmar os efeitos colaterais para cada pessoa que procura a farmácia, pois, são organismos diferentes. Por isso pedimos à população cautela neste momento,” finalizou Marcos Resende, funcionário de uma farmácia na região central da cidade.

1 Comentário

  1. absay martins borges. disse:

    queria saber qual medicamento não tem efeito colaterais.

    se não existe vacina nem leitos de uti, você contraiu o vírus, você usa o

    protocolo ou prefere não tentar .

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