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“16 dias de ativismo” pelo fim da violência contra as mulheres

sáb, 25 de novembro de 2017 05:28

por Carolina Rodrigues

Campanha é realizada em âmbito mundial pela defesa dos direitos da mulher e Araguari também participa com ações de conscientização

1991: 23 mulheres de diferentes países reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (Center for Women’s Global Leadership – CWGL), lançam a campanha “16 dias de ativismo” com o objetivo de debater e denunciar as diversas formas de violência contra mulher. Hoje, conta com mais de 130 países engajados.

As datas escolhidas são marcos históricos de lutas das mulheres: iniciando em 25 de novembro (Dia Internacional de Não-violência contra a Mulher) e finalizando em 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos). No Brasil, a campanha foi assumida pelo movimento feminista brasileiro e a movimentação começa mais cedo, 20 de novembro em alusão ao Dia da Consciência Negra.

Diferentes estratégias de luta possibilitam visibilidade às formas de violência além de trazer reflexão e conscientização a respeito. Em conformidade com os “16 dias de ativismo”, a secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (SEDPAC), por meio da subsecretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-MG) lançou a campanha “Virada Mineira pelo fim da violência: nos 16 dias de ativismo, ative sua indignação contra todas as formas de violência e opressão contra as mulheres”.

Mobilizando a sociedade civil e, principalmente, o poder público, o propósito é promover ações nos municípios mineiros e conscientizar para o enfrentamento da violência às mulheres. Em Araguari, as atividades serão realizadas por meio da secretaria de Trabalho e Ação Social.

A programação conta com ações independentes nos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). Serão feitas caminhadas, rodas de conversa, debates com filmes, além da campanha Laço Branco, que reúne homens pelo fim da violência contra mulheres.

“Nós mulheres fomos oprimidas em algum momento de nossa vida. Por toda violência que passamos, temos muito o que trabalhar, para que no futuro não tenhamos que viver a mesma situação”, declara a secretária da pasta, Eunice Maria Mendes.

Não-violência contra as Mulheres

Dados do governo federal mostram que o Brasil está em 5º lugar no ranking de violência contra mulher. Em Minas Gerais, de acordo com o Diagnóstico da Violência Doméstica e Familiar, divulgado em março deste ano, a cada hora, 15 mulheres são vítimas de violência de gênero e doméstica, sendo 43% dos agressores os companheiros ou namorados das vítimas. Entre 2013 e 2015 foram mais de 380 mil ocorrências registradas no estado.

25 de novembro foi declarado o Dia Internacional da Não-violência a Mulher. O anúncio aconteceu no Primeiro Encontro Feminista da América Latina e Caribe, realizado em 1981, na cidade de Bogotá, como homenagem às irmãs Mirabal, opositoras da ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, na República Dominicana.

“Las Mariposas”, como eram conhecidas Minerva, Pátria e Maria Tereza, foram assassinadas no dia 25 de novembro de 1960. A notícia escandalizou e foi o mote para a queda da ditadura e o processo de libertação do povo dominicano. A memória das irmãs ultrapassou os limites da República Dominicana e se tornou símbolo mundial de luta.

 

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