VLI pretende prorrogar contrato de concessão de ferrovia que passa por Araguari
qui, 29 de abril de 2021 10:18Da Redação
A Ferrovia Centro-Atlântica passa por vários estados e cidades, e é extremamente importante para o escoamento de diversos tipos de cargas.
Atualmente, a empresa responsável por gerir a ferrovia é a VLI, que atua sob concessão, e com pretensões de continuar administrando as vias férreas por mais 30 anos, aproximadamente, articula maneiras de prorrogar o contrato, que vai até 2026.

É preciso modernizar a ferrovia, diz especialista
Ainda em 2021, cinco anos antes do fim da vigência do contrato de concessão, já estão sendo realizadas audiências que discutem as melhorias realizadas e os investimentos da concessionária no que diz respeito a sua gestão, a pedido do Governo Federal.
As propostas apresentadas são avaliadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que é responsável pela análise e pela renovação do contrato, caso venha a se concretizar.
Os trilhos da ferrovia passam pela cidade de Araguari e cortam a região do Triângulo Mineiro, e transportam diversos tipos de produtos, como açúcar, soja, milho, grãos, fosfato, enxofre e fertilizantes. São 185 milhões de toneladas em 20 mil vagões, e 700 locomotivas fazem o transporte, seja com destino ao exterior ou diverso.
Entretanto, avaliações de especialistas apontam que é preciso realizar melhorias que aumentem a velocidade das locomotivas, tornando-as mais atrativas, inclusive pela modernização dos trilhos.
Para o atual presidente da ACIA (Associação Comercial e Industrial de Araguari), Leonardo Daher, investimentos precisam ser realizados. “Ao final dos cerca de 30 anos que a empresa pleiteia novamente, haverá uma velocidade média na ferrovia de 18 km por hora. Como o Brasil será um país exportador de agrícolas e minerais a 18 km por hora daqui a 35 anos? Não é possível”, pontuou. Daher ainda destaca a necessidade de aprimorar a linha entre Anápolis e Araguari. “É preciso um pátio de transbordo em Anápolis, melhoria no leito permanente que nos liga a Goiânia, Brasília e Anápolis, o que é essencial para melhorar a velocidade e segurança das cargas, e por fim, a transposição da Serra do Tigre, que é necessária para aumentar o transporte de carga e sua velocidade”, afirmou.
A empresa VLI emitiu nota informando que nos últimos cinco anos já investiu mais de 2 bilhões de reais e que todas as sugestões apresentadas nas audiências são parte do processo, e que prevê investimentos na compra de locomotivas, modernização de linhas e pátios, dentre outros.
A Ferrovia Centro-Atlântica tem extensão total de 7.220 km e passa por mais de 300 munícipios e sete estados do Brasil. Ainda, integra as regiões sudeste, nordeste e centro-oeste.
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Aqui no Brasil poderia ter tanto umas empresas ricas que investissem em uns trains modernos de passageiros que cortassem o país para as pessoas poderem viajar com segurança. O governo federal não faz porque aquilo lá é ninho de ratos. O Vale tem um train azul de passageiros que só vai do Espirito Santo até BH.