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Vieno e São Sebastião estão entre os bairros com maior índice de criadouros do Aedes aegypti

ter, 23 de janeiro de 2018 05:04

por Mel Soares

O relatório deste mês sobre o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) apontou altos índices larvários do mosquito que transmite a dengue, a febre amarela, chikungunya e Zika Vírus. O LIRAa é o método simplificado para determinação dos índices larvários do mosquito possibilitando a obtenção rápida do diagnóstico do município em relação a infestação e os tipos de criadouros.

Segundo Vicente de Paula Marques de Oliveira, coordenador do departamento de Zoonoses da secretaria de Saúde, o índice foi de 5,4%. Conforme informações, o aceitável pela OMS – Organização Mundial de Saúde é de 1%.

Vasos de plantas, pratos, bebedouro de animais e frascos com água se encontram a maioria dos criadouros

Vasos de plantas, pratos, bebedouro de animais e frascos com água se encontram a maioria dos criadouros

 

A maioria dos criadouros, 35,3%, estava em recipientes de plástico, latas e lixo em geral. “Os moradores precisam se atentar quanto aos cuidados que devem ser tomados em sua residência, no seu quintal, pois os depósitos (criadouros) encontrados são recipientes removíveis, fáceis de serem eliminados, e isto é de responsabilidade do próprio morador”, destacou.

Em 24,4% dos itens considerados criadouros são vasos de plantas, pratos, bebedouro de animais e frascos com água. A principal recomendação é a realização de limpeza constante para eliminar a possibilidade de o mosquito reproduzir.

Mais de 22% dos criadouros positivos foram encontrados em caixas d’água, tambores e tonéis em geral. Nestes casos, a ação indicada é providenciar a cobertura ou vedação, se indispensável proteger/lavar, caso contrário, descartar.

Outros 10% foram identificados em depósitos fixos como calhas, lajes, ralos, sanitários em desuso, sendo necessário o conserto, a vedação de sanitários e ralos em desuso ou ainda a limpeza frequente.

Os demais criadouros foram encontrados em pneus e em depósitos elevados ligados a rede de caixa d’água. A medida a ser tomada é providenciar a cobertura. Sobre os pneus inutilizados o ideal é fazer furos para evitar o acúmulo de água, além da limpeza constante.

O coordenador ressalta que nos períodos de chuvas, calor e alta umidade é comum a proliferação rápida do mosquito. “Por isso, o morador deve intensificar seus cuidados e atenção com suas residências, só a partir desta conscientização conseguiremos diminuir os riscos”, alertou.

De acordo com os dados divulgados, o maior Índice de Infestação Predial, de 7,0, foi encontrado nos bairros: Alan Kardec, Jóquey Clube, Goiás parte alta, Vieno, São Judas, São Sebastião, Jardim Panorama, Independência, Santiago e Araras. Em seguida, estão os bairros: Goiás, Nossa Senhora de Fátima, São João e Industrial, com 6,5.

O índice de 5,4 foi diagnosticado nos bairros: Santa Helena, Maria Eugênia, Monte Moriá, Brasília, Fátima I, Fátima II, Gutierrez, Madri e Bela Suíça. No Centro e nos bairros Rosário e Aeroporto o número foi de 5,2.

Índice de 4,7 foi detectado nos bairros: Bosque, Novo Horizonte, Amorim, Jardim Millenium e Belo Jardim. O menor número, de 3,2, foi detectado nos bairros: Interlagos, Paraíso, Sibipiruna, Alvorada, Miranda, Parque dos Verdes, Portal dos Ipês e Granville.

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