Treze anos de prisão por assassinato em confraternização no bairro Vieno
qua, 13 de setembro de 2017 05:41Da Redação
O Tribunal do Júri da Comarca de Araguari entendeu que o réu Wellington Jorge da Silva, 29 anos, cometeu homicídio doloso qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa de Luiz Márcio da Silva, esfaqueado na tarde de 10 de maio de 2015, no bairro Vieno, durante confraternização do Dia das Mães.
A sessão do júri popular aconteceu no Fórum Oswaldo Pieruccetti com a presença do acusado, o qual alegou legítima defesa, pois seu ex-cunhado estaria quebrando seu veículo, conforme fotos arroladas no processo. O advogado Carlos Alberto Santos ainda tentou o homicídio privilegiado e a retirada das qualificadoras do motivo fútil e de a vítima se defender no momento dos fatos.
Por sua vez, o promotor André Luís Alves Melo sustentou integralmente a denúncia, pedindo a condenação pelo homicídio doloso qualificado. Ele saiu satisfeito do julgamento, entendendo que o processo foi bem instruído desde o seu início com o trabalho da polícia e da promotoria titular – 2ª Promotoria.
Wellington Jorge da Silva foi condenado a 13 anos e 6 meses de reclusão, no regime fechado, se encontrando preso desde junho de 2015. De acordo com o Ministério Público, houve demora na realização do júri, vez que a defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais após a decisão de mandar o réu a julgamento em Araguari.
Formaram o Conselho de Sentença os seguintes jurados: Fábio Espíndula Carvalho, Regina Fernandes Marinho Vitorino, Núbia Martins Marques Fileto, Alessandro Pereira dos Santos, Sinval José de Oliveira Júnior, Vinício de Sousa Mamede Júnior e Letanea Alves Martins Beregeno.
O CASO
A denúncia relata que o acusado procurou a ex-amásia, M. A., durante reunião familiar na rua André Fernandes Reis, para reatar o relacionamento de seis anos, o qual havia se interrompido há dois meses e ele não aceitava a situação, inclusive motivando várias ameaças contra a mulher.
Ainda conforme o MP, Wellington estava bastante exaltado. Não conseguindo êxito, ele planejava acabar com a vida da jovem de 28 anos utilizando uma faca. O cunhado dela, Luiz Márcio, que estava acompanhado naquela ocasião, interviu para tentar ajudá-la e foi atingido com um golpe na altura do peito. Chegou a ser socorrido por terceiros, mas faleceu no pronto-socorro municipal.
O agressor ainda teria ameaçado a ex-mulher antes de fugir num Fiat/Uno, cor verde, quatro portas. Ele ficou foragido por mais de 30 dias, até ser capturado por investigadores da Polícia Civil, no residencial Bela Suíça 3, no dia 25 de junho.
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Pelo amor da santa, publicar nome dos jurados, aí já foi demais .
Esse jornal e tão estúpido que em vez de colocar os nomes dos militantes eles colocam só as iniciais , agora o que não podia colocar eles colocam , o jornalzinco de última categoria , concordo um absurdo
Cabe a mídia apenas noticiar os fatos com a máxima imparcialidade e transparência possível, principalmente porque estava-se tratando da absolvição ou condenação de um cidadão. Pode-se, desta forma, o presente jornal colocar em risco a incolumidade física de tais jurados, à risco de sofrerem retaliações por seus atos no Tribunal do Júri.