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Trabalhadores da rede estadual de ensino mantêm greve em Araguari

qua, 4 de março de 2020 05:59

Da Redação

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) reivindica ao governador Romeu Zema (Novo) que sancione o projeto de Lei 1.451/2020 e a emenda 2/2020, que garante isonomia salarial a todo funcionalismo e o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional à Educação. Para mobilizar a categoria, várias atividades têm sido realizadas nos municípios mineiros. Em Araguari, a coordenação da subsede também programou um “aulão” que acontece na manhã desta quarta-feira, 4.

Atividades alusivas ao movimento também estão sendo realizadas em Araguari

Atividades alusivas ao movimento também estão sendo realizadas em Araguari

Todos os interessados, incluindo servidores da Educação, demais trabalhadores e a comunidade em geral estão convidados a se reunir em frente ao mercado municipal, a partir das 9h. De acordo com informações do Sindicato, na oportunidade serão promovidas atividades culturais, palestras, além de rodas de conversa. Informações e orientações sobre a greve e calendário de mobilizações também serão repassadas aos participantes.

Posteriormente, será realizado um abraço simbólico à educação pública na Escola Estadual Raul Soares e uma visita à Escola Estadual Rainha da Paz. “Todos aqueles que tiverem interesse também podem nos procurar para que possamos conversar sobre o que tem acontecido em nosso Estado, uma vez que as decisões tomadas pelo governador estão prejudicando não só os professores, mas também os alunos, pais e demais profissionais da Educação,” afirmou Aurívio Veiga, professor e membro do Sindicato.

Conforme informações divulgadas na mídia social do Sindicato, Araguari atingiu mais de 85% dos trabalhadores em Educação da rede estadual. Na última segunda-feira, 2, os trabalhadores em Educação de Araguari e região participaram de uma manifestação realizada em Uberlândia que reuniu grande número de pessoas. Seguindo a programação, na quinta-feira, 5, as atividades acontecem em Belo Horizonte. Uma vigília será realizada na Cidade Administrativa, a partir das 7h.

Mais tarde, a direção estadual também terá uma reunião de negociação com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) com a presença de representações da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) e da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF).

Seguindo a programação, a partir das 14h acontece mais uma Assembleia Estadual no pátio da Assembleia Legislativa, para definir os rumos da greve e aprovar o calendário de lutas do próximo período.

Entre as reivindicações da categoria estão: o pagamento de todo 13° salário de 2019, uma vez que 30% da classe ainda não foram contempladas com o abono; a aplicação do mínimo de 25% dos recursos tributários do Estado na Educação e o pagamento do piso nacional dos professores. Além disso, os funcionários pedem isonomia de tratamento por parte do governo de Minas. Os educadores também solicitam a interrupção de políticas que, de acordo com o sindicato, dificultam o acesso à educação – como sistema de pré-matrículas online, plano de atendimento, fusão de turmas, demora na publicação das remoções e resolução de designação.

Os trabalhadores destacam ainda as dificuldades enfrentadas durante as designações e o novo modelo de matrículas online que foi implantado por meio da Resolução 4.231/2019.  Os profissionais alegam também que a medida não é vista com bons olhos, uma vez que, ao longo das reuniões de negociação com a Secretaria, no segundo semestre de 2019, o Sindicato reafirmou que essa perspectiva adotada em nada inova o processo de matrícula e representa uma exclusão de educadores e alunos das escolas públicas.

 

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