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Suspeitos de praticar extorsão são encaminhados à Delegacia de Polícia

sáb, 21 de julho de 2018 05:01

Da Redação     

Na tarde de quinta-feira, dia 19, a Polícia Militar recebeu uma denúncia, em que a vítima relatou estar dentro de uma agência bancária no Centro sendo ameaçada de morte por quatro indivíduos que se encontravam do lado de fora. De posse das informações dos suspeitos, a equipe policial compareceu ao local e fez a devida abordagem.

De acordo com informações da PM, um deles, de 22 anos, afirmou estar esperando o tio sacar uma quantia em dinheiro para pagar um empréstimo no valor de 6 mil reais e que os amigos estavam reunidos para dar segurança na transação. O que difere do relato da possível vítima.

O que foi relatado pela vítima, de 26 anos, é que ficou cerca de nove dias em uma casa no bairro de Fátima, onde teria consumido entorpecentes (crack) e contraiu uma dívida no valor de 300 reais. Ele afirma ter sido amarrado pelas pernas e sofrido várias ameaças de morte, além disso, na hora de pagar o valor que devia, os autores exigiram a quantia de 3 mil reais.

A vítima, sob ameaça de morte, aceitou pagar o valor exigido pelos quatro suspeitos de extorsão e se deslocou até a agência bancária, onde conseguiu contatar os militares. Em virtude da situação, foi dada voz de prisão para os suspeitos, sendo encaminhados para a Delegacia da Polícia, juntamente com a vítima.

Receptação

Outra ocorrência, também registrada no dia 19, se refere ao crime de receptação. Uma equipe da PM compareceu até uma rua no bairro São Sebastião para dar apoio a outros militares. No local, encontraram um jovem menor de idade conduzindo uma motocicleta.

Ao perceber a chegada da viatura, o suspeito tentou empreender fuga, acelerando a motocicleta, subindo no passeio e adentrando em uma residência, deixando o veículo na calçada. Em ato contínuo, os militares conseguiram abordar o menor e, ao verificar a motocicleta, foi constatado que não apresentava as numerações do chassi e do motor.

Diante da situação, as guarnições suspeitaram que poderia se tratar de motocicleta produto de crime (roubo ou furto). Assim, foi realizada uma fiscalização minuciosa, observando que a raspagem da numeração do chassi parecia ser recente. Ao ser retirado o banco da motocicleta, foi localizado um pedaço da etiqueta de identificação do número do chassi, na qual foi possível verificar seis dígitos do mesmo; desta forma, conseguiram encontrar os dados do veículo.

Ao indagar o menor sobre a procedência da motocicleta, ele relatou que havia comprado no valor de 500 reais há, aproximadamente, quatro semanas. Mas os militares conseguiram identificar a possível vítima, através do Boletim de Ocorrência, datado de 2 de julho, ou seja, furtada há menos de 20 dias, o que não condiz com o relato do jovem. Após contato com a vítima, ela reconheceu a motocicleta, com a observação de que as rodas foram alteradas.

Diante dos fatos o menor foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com a motocicleta e acompanhado de um representante legal.

Usurpação de função pública

Conforme informações da PM, na noite de quarta-feira, dia 18, durante patrulhamento pelo bairro Jardim Regina, os militares abordaram um senhor conduzindo uma motocicleta de cor escura. Durante a abordagem foi constatado que, mesmo inabilitado, ele estava realizando o trabalho de guarda noturno de residências. Diante do fato, o homem recebeu voz de prisão por usurpação de função pública sendo logo após liberado, porém, teve a motocicleta encaminhada ao pátio credenciado.

Neste mesmo teor, a Polícia Militar teve conhecimento de um fato na tarde do dia 19. Segundo relatado, vítima e testemunha teriam sido procuradas por uma pessoa que forneceu um nome, sem maiores dados, de cor morena clara, aproximadamente 1,80 metro de altura, trajando calça jeans e um colete com a palavra “segurança” nas costas. Ele estaria oferecendo serviços de segurança privada com motocicletas das 22 às 5 horas, a uma quantia de 30 reais.

O suspeito ainda teria perguntado se havia muitas viúvas naquelas imediações e se ela também morava sozinha. O homem afirmou que o serviço começaria a ser realizado e que era autorizado pela Polícia Militar e Ministério Público.

Foi entregue para a vítima um papel, tipo contrato simples de serviço a ser prestado, onde consta o nome do indivíduo e números de telefones. Diante dos fatos, a PM redigiu um Boletim de Ocorrência para conhecimento e efeitos futuros.

 

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