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Sind-UTE vê ilegalidade no retorno das aulas na rede estaduais

qui, 14 de maio de 2020 00:45

Da Redação

O governo de Minas anunciou nesta quarta-feira, 13, a retomada das aulas na rede pública de ensino estadual. É importante ressaltar que, elas acontecerão de forma online a partir da próxima segunda-feira, 18. As aulas poderão ser assistidas por meio do canal Rede Minas, em televisão, no canal do Youtube e no site da secretaria de estado de Educação. Além disso, também haverá apostilas para alunos e professores que poderão ser acessadas pela internet.

- Aulas poderão ser assistidas por meio do canal Rede Minas, em televisão, no canal do Youtube

– Aulas poderão ser assistidas por meio do canal Rede Minas, em televisão, no canal do Youtube

Assim, as atividades realizadas remotamente contarão no cumprimento da carga horária obrigatória. O Ministério da Educação estabelece a necessidade de 800 horas no ano letivo. Quanto aos alunos que não possuem acesso à internet, a computador e a televisão, a secretária de estado de Educação, Júlia Sant’Anna, informou que há um planejamento para distribuição do material impresso, com apoio das instituições e contratação de serviços de entrega pelos diretores das escolas.

A medida pretende atender os alunos que estão fora das escolas devido ao alto risco de contágio pelo novo coronavírus. A pasta ressaltou ainda que, desde o início da pandemia de covid-19 no país, há quase dois meses, 1,7 milhão de estudantes estão sem ir à escola. Para saber como será realizado esse atendimento aos alunos de Araguari, a reportagem entrou em contato com a coordenação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), subsede Araguari. Em entrevista, José Luís da Costa esclareceu as informações que têm sido divulgadas no município quanto à volta às aulas. Segundo ele, não há data de retorno das aulas presenciais como foi noticiado recentemente.

“A proposta inicial é para que seja realizada a teleaula para os alunos. Muitos pais têm nos procurado com medo de levar seus filhos para a escola. Por isso ressaltamos que a princípio não existe retorno presencial de aula e não sabemos quando elas voltarão devido à pandemia. A nossa preocupação também é quanto aos alunos que não possuem acesso à internet. Esta é a realidade de grande maioria deles, acreditamos que será uma dificuldade a ser enfrentada, além disso, o governo não tem se preocupado se o servidor terá condições de realizar esse tipo de trabalho.”

Ele ressalta ainda que o Sindicato está verificando a legalidade da medida, pois, com o teletrabalho aconteceria a volta de diretores e coordenadores, para a elaboração de “medidas necessárias para o referido regime.” Conforme ressaltou, a situação acarretaria uma aglomeração de pessoas, uma vez que há funções administrativas que não podem ser feitas remotamente.

“Também existe uma liminar impetrada pelo Sindicato para que não seja permitida a presença dos profissionais da educação nas escolas, uma vez que não há como garantir a segurança dos trabalhadores nas instituições de ensino e em seu trajeto até a escola, o que coloca em risco a saúde de grande número de pessoas, como professores, alunos e os familiares também,” ponderou.

Indagado sobre a continuidade do movimento grevista que estava acontecendo antes da pandemia, o coordenador ressaltou que há possibilidade de que os profissionais decidam aderir à paralisação levando em consideração que “não se trata apenas de salários atrasados, mas agora a luta é pela vida.”

A reportagem verificou ainda que, após o anúncio da liberação de apostilas, algumas pessoas começaram a vender os materiais impressos por meio de grupos nas redes sociais. Assim, a orientação é para que não sejam adquiridas essas apostilas, pois são gratuitas e serão fornecidas pelo governo do Estado.

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