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Servidores do sistema prisional de Araguari apoiam greve estadual

ter, 27 de fevereiro de 2018 05:24

Da Redação

Trata-se de uma paralização de profissionais que trabalham na recuperação de presos, como psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, entre outros

Os servidores administrativos do sistema prisional de Araguari manifestaram apoio à greve estadual que teve início nesta segunda-feira, 26, e segue por tempo indeterminado. A paralização dos profissionais que trabalham na recuperação de presos, como psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, pedagogos e técnicos da área administrativa tem adesão em todo o estado. Lista divulgada nas redes sociais indica 105 presídios que participam da mobilização. Os agentes de segurança penitenciários não participam deste movimento.

A Gazeta do Triângulo entrou em contato com servidores do presídio de Araguari e teve informações de que o sistema prisional da cidade apoia o movimento, mas segue funcionando normalmente. “Aderimos à greve e entendemos a importância dela, mas entramos em forma de apoio, não vamos parar”, disse fonte que preferiu não se identificar. No Triângulo Mineiro, entraram em greve os servidores das unidades prisionais de Carmo do Paranaíba, Coromandel, Monte Carmelo, Patos de Minas, Paracatu, Patrocínio, Prata, Presidente Olegário, Uberaba e Uberlândia.

Os grevistas apresentaram diversas reivindicações, tendo como principal o cumprimento de um acordo firmado entre a categoria e o governo em 2015. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais – SindPúblicos-MG, que representa os servidores estaduais da área administrativa, esse acordo prevê a equiparação salarial dos funcionários do setor prisional com os demais trabalhadores da mesma categoria da área de segurança.

“Hoje, o salário base do nosso assistente de defesa social é de R$ 1.500, enquanto um militar e um civil da área administrativa ganha R$ 2.440. O vencimento do nosso analista de defesa social é de R$ 3.200. Se fosse para equiparar, teríamos que ganhar R$ 4.440. O problema é que exercemos as mesmas funções, que são essenciais para dar suporte à segurança pública em Minas, mas não temos o mesmo reconhecimento pelo governo do Estado”, criticou Hugo Barbosa, diretor do SindPúblico.

Na manhã de ontem os servidores do sistema prisional e socioeducativo do Estado se reuniram na Cidade Administrativa com representantes das secretarias de Planejamento e Segurança em busca de um acordo entre as partes para pôr fim à greve iniciada pela categoria. Também participam da reunião a Secretaria de Estado de Segurança Pública – Sesp-MG – e Secretaria de Estado de Administração Prisional – Seap-MG. Segundo o diretor do SindPúblicos Geraldo Henrique, a intenção é manter apenas os 30% de funcionamento exigidos por lei na área de saúde.

Até o fechamento da edição, a secretaria de Planejamento e Segurança ainda não havia se manifestado sobre resultado da reunião.

Unidades prisionais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba com servidores em greve

– Carmo do Paranaíba: Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo

– Coromandel: Presídio de Coromandel

– Monte Carmelo: Presídio de Monte Carmelo

– Patos de Minas: Presídio Sebastião Sátiro e Centro de Internação Provisória (Ceip)

– Paracatu: Presídio de Paracatu

– Patrocínio: Penitenciária Deputado Expedito Faria Tavares

– Prata: Presídio de Prata

– Presidente Olegário: Presídio de Presidente Olegário

– Uberaba: Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira

– Uberlândia: Penitenciária João Pimenta da Veiga, Presídio Professor Jacy de Assis e Centro Socioeducativo de Uberlândia (Ceseu)

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