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Semana Internacional da Comunicação: Amante do esporte, Júlio Gomes fala sobre os desafios fora do país

qui, 6 de novembro de 2014 00:27
Jornalista desembarcou pela primeira vez em Uberlândia. Foto: PMU

Jornalista desembarcou pela primeira vez em Uberlândia. Foto: PMU

O jornalista Júlio Gomes é um dos convidados da 2ª Semana Internacional da Comunicação. Com passagens pelo portal de notícias UOL e ESPN, o editor-chefe da BBC Brasil desembarcou pela primeira vez em Uberlândia. Torcedor da Portuguesa, ele traz na bagagem a experiência dos desafios enfrentados além das fronteiras do país. A Gazeta do Triângulo não perdeu a oportunidade de ouvir um pouco de sua expectativa para a palestra desta quarta-feira, 5, no Center Convention. Confira tudo que rolou no bate-papo:

EXPECTATIVA
Apesar da descentralização da informação, percebemos uma ampla disparidade entre os desafios daqueles que nascem fora dos grandes centros e quem inicia a comunicação nesses polos. O caminho ainda é distante?
“É uma pena que seja assim, mas é fato que aqueles que estão em São Paulo ou no Rio, nesse caso principalmente pelas Organizações Globo, têm uma vantagem evidente. Você está no radar diariamente, conhecendo pessoas e esbarrando com oportunidades. Fora desses centros, tem que remar mais, o que não indica uma missão impossível. Na ESPN, onde eu trabalhava, tinham profissionais de vários cantos do país, assim como atualmente na BBC Brasil. A oportunidade sempre existe, mas é claro que o desafio é maior e nem todos têm condição ou até coragem de se aventurar fora da sua zona de conforto”.

DEMOCRATIZAÇÃO
A ascensão de outras regiões, como Uberlândia, pode mudar a realidade de quem decide viver da comunicação no país?
“Estamos vivendo um momento peculiar, com o crescimento gradativo de pequenas e médias cidades. É a primeira vez que estou em Uberlândia e sinceramente, é muito maior que imaginava. É um avanço que influencia o mercado, incluindo a mídia, que ganha ainda mais consistência. Anteriormente até para estudar você precisava embarcar para as grandes capitais. Hoje não precisa mais disso, temos o surgimento de universidades de qualidade e oportunidades que abrem portas. Certamente o município só tem a ganhar com isso”.

NOVOS DESAFIOS
Você cobriu grandes eventos, clássicos do esporte mundial e viveu um período fora do Brasil. Qual a indicação para quem prefere sair do país em busca de oportunidades na mídia internacional?
“Cobrir eventos como o Campeonato Inglês e a Liga dos Campeões são momentos que eternizam sua carreira, mas morei em Londres por cinco anos e vi muito perrengue por lá. Lembro de um alemão que estudou comigo e falava cinco idiomas perfeitamente. Poucas vezes conheci alguém que entendesse tanto de esporte, mas ele não conseguiu espaço e acabou dando aula de idiomas. Diferentemente do Brasil, a Europa tem um lado cruel, porém relativamente bom, onde o nível de competitividade é muito alto e a demanda é maior que a oferta. Até por isso, ganhar experiência fora e retornar para o país sempre será um diferencial, principalmente para o futuro do jornalista”.

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