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Segurança pública é discutida em Câmara Legislativa

qua, 27 de junho de 2018 05:24

por Carolina Rodrigues

Na manhã de ontem, dia 26, Fernanda Debs Diniz fez uso da tribuna na Câmara, a convite do vereador Wesley Lucas de Mendonça (PPS). O pedido, por parte do edil, havia sido feito em requerimento no final de maio, no qual foi apresentado o interesse da odontóloga e vice-presidente do PPS de discutir sobre segurança pública.

Desta forma, a participação da profissional teve o intuito de buscar formas e estratégias, juntamente ao poder público, para reduzir a criminalidade no município, tendo em vista a quantidade de ocorrências de homicídios registradas, que supera a margem de 20 somente em 2018.

Fernanda Debs milita em prol da segurança pública  **Gazeta do Triângulo

Fernanda Debs milita em prol da segurança pública
**Gazeta do Triângulo

 

Fernanda Debs inicia a fala descrevendo a situação pessoal vivida com o marido há nove anos, em que foram vítimas de um assalto a mão armada dentro da própria residência. “Fiquei uma hora e meia na mira de um revólver e, naquela ocasião, nós ficamos muito abalados e queríamos fazer algo em prol da segurança, e nós recorremos a essa Casa”. Na época, alguns vereadores, entre eles Giulliano Sousa Rodrigues (PTC) propôs uma audiência pública para discutir o assunto.

A partir desta introdução, a dentista ressalta que o município está “enfrentando uma onda de violência muito grande”. Assim, ela questiona o que a sociedade, em geral, pode fazer na prevenção e combate aos números elevados de crimes; “o que nós, enquanto sociedade, podemos fazer para ajudar?”.

Entre as propostas listadas está a inserção social dos jovens, através do esporte, cultura e emprego. “Nós sabemos que o desemprego ajuda a aumentar os índices de violência e que as drogas estão levando nossos jovens para o mau caminho. O que nós podemos fazer por isso?”. Através dos questionamentos, Fernanda Debs milita por alternativas sociais de inclusão e prevenção, utilizando o esporte e a cultura como meios de “tirar as crianças do grupo de risco”.

Em determinado momento, o vereador Warley Ferreira de Morais (PMB) questionou o que poderia ser feito para que tivesse, de fato, eficiência na segurança pública da cidade. Em resposta, a dentista propõe uma audiência pública, convocando Polícia Militar, Polícia Civil, Juiz de Direito, prefeito, secretários e sociedade, a fim de estabelecer “um panorama dos que nós realmente estamos enfrentando, qual é a nossa realidade e, diante disso, elencar aquilo que é possível fazer”.

Além disso, é citada a questão da iluminação pública. A profissional reitera que “a iluminação afasta os bandidos”; sendo assim, essa seria uma das primeiras atitudes que poderia ser feita imediatamente pelo poder público.

Em fala final, Fernanda Debs solicita que os parlamentares a apoiem e estabeleçam ações. “Eu espero que essa fala os faça agir. Se vocês não agirem, acho que estão pecando com todos os eleitores e todos os cidadãos da cidade de Araguari. Eu espero que cada um de vocês possa contribuir para melhorar a cidade; para isso, vocês podem contar comigo”.

 

2 Comentários

  1. Sílvio disse:

    Esperar que a classe política Araguarina faça alguma coisa é lamentável. Mas a sociedade devidamente organizada pode fazer algo de bom e produtivo, o problema está na falta de organização social. Tudo vai ficar no rogo e no discurso. A sociedade rogando e a classe política com enfadonhos e improdutivos discursos. Valeu e muito o rogo da Dra Fernanda, mas considero que jogou pérolas aos …

  2. M. Aurelio disse:

    A Segurança Pública de Minas Gerais está jogada às traças. O Governo de Pimentel fechou as portas em prol das Policias Civil e Militar, além de Bombeiros e Agentes Penitenciários. Muito se prometeu e migalhas foram dadas.

    Somos um grupo denominado “Aprovados PCMG” que busca a nomeação dos 627 aprovados no Concurso Público de Investigador da Policia Civil de Minas Gerais.

    O Governo Pimentel informa que foram nomeados 1600 investigadores, entretanto, tal concurso foi aberto no governo passado e com previsão de 1.000 vagas, ou seja, durante tal governo foi nomeado apenas 600 investigadores. A promessa era de nomear 12.000 pessoas no ambito da Segurança Pública.

    Atualmente são mais de 2.200 vacâncias no cargo e mesmo assim há dificuldade de se nomear os 627 aprovados.

    #nomeiaPimentel
    #somos627
    #PCMGpedesocorro
    #turmaúnica

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