Secretaria de Saúde ressalta medidas de combate à dengue
qua, 10 de janeiro de 2018 05:13por Carolina Rodrigues
Dores por todo o corpo, mal-estar, fraqueza, perda de apetite e sonolência foram alguns dos sintomas que Fernanda Sousa teve quando foi diagnosticada com dengue. “Passei mal durante uma semana; logo procurei o médico e ele confirmou que era dengue. Nesse período, fiquei em repouso e me alimentei com comidas mais leves”, afirma a estudante.
O caso de Fernanda é conhecido como dengue clássica, mas existe a dengue hemorrágica que, conforme informações do Ministério da Saúde, agrava o quadro clínico, podendo provocar insuficiência circulatória e levar a pessoa à óbito.
A doença é transmitida principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti; e este é também o transmissor da febre Chikungunya e Zika.
De acordo com Vicente de Paula Marques de Oliveira, coordenador do departamento de Zoonoses, as ações da secretaria municipal de Saúde em combate ao mosquito são contínuas, principalmente no período chuvoso. Cotidianamente são feitas visitas domiciliares e pequenos mutirões que atuam em locais pontuais.
O coordenador aponta que, praticamente, 70 pessoas trabalham diretamente em visitas residenciais, além das equipes em pontos estratégicos – como cemitérios, ferros velhos e depósitos de pneus – e de bloqueio, em locais com suspeita da doença. Essa atuação é feita de segundas-feiras à sábados para manter o município protegido e diminuir ainda mais o número de casos.
De 1.532 casos confirmados em 2016, o número passou para 13 em 2017. Segundo Vicente de Oliveira, a última ocorrência foi registrada no mês de julho. Apesar da queda considerável, ele ressalta que os cuidados são constantes e devem ser redobrados até abril, que é o período de chuvas.
A equipe do departamento está finalizando o relatório do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti – LIRAa, mas o coordenador adianta para a reportagem da Gazeta do Triângulo que o foco de larvas no município é grande. “Esta pesquisa norteará nossas ações mostrando os locais onde devemos atuar de forma mais intensa. Nós estamos trabalhando assiduamente, mas é preciso que toda a população se conscientize”.
O coordenador relata que os principais focos do mosquito são locais de combate que devem ser feitos pelos moradores – vasos de plantas, ralos, garrafas, entre outros. “Não podemos cansar de chamar a atenção das pessoas para que se conscientizem dos riscos, porque, além da dengue, o mosquito transmite outras doenças. É preciso ter consciência sobre o problema e cuidar da própria casa, eliminando toda a água parada”, finaliza.
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